Dunga encontrou um culpado para o descontrole emocional brasileiro na derrota por 1 a 0 para a Colômbia – o árbitro Enrique Osses. Para o treinador, o atacante Neymar se desentendeu com os adversários e acabou expulso já após o apito final (assim como Bacca) porque o profissional chileno não conseguiu controlar a partida.
“Quando se fala muito do árbitro em uma partida de futebol, algo não foi bem. Eu não o convidaria nem para um jogo com amigos meus. Imagine para uma Copa América, com tantos campeões. Tudo teve muito a ver com ele”, chiou Dunga, recorrendo até ao jogo que eliminou o Corinthians da Copa Libertadores da América, contra o paraguaio Guaraní, em sua argumentação. “Com o Corinthians, foi o mesmo árbitro. É muita coincidência.”
Neymar estava irritado com Enrique Osses desde o primeiro tempo do jogo com os colombianos. O atacante do Barcelona se revoltou por ter levado um cartão amarelo por toque de mão e cometeu faltas duras. Quando a derrota estava consumada, chutou a bola em cima de Armero, ameaçou dar uma cabeçada em Murillo, que tirava satisfação, e levou um empurrão de Bacca.
“Temos que ver as imagens da confusão. Não deu para enxergar muita coisa ali. Só sei que houve bastante provocação. Infelizmente, não tivemos o equilíbrio necessário e o juiz não soube controlar a partida, deixando todos nervosos em campo. Resultou em um final lastimável”, insistiu Dunga.
O técnico não pôde deixar de reconhecer, contudo, que faltou tranquilidade aos seus atletas. Chegou até a levar em consideração os fatos de Neymar ter saído da última Copa do Mundo por causa de uma joelhada do colombiano Zúñiga e protagonizar toda a polêmica referente à sua saída do Santos para o Barcelona.
“Todos somos seres humanos. Não temos como desvincular o que acontece na nossa vida do lado profissional. Infelizmente, aconteceram muitas jogadas ríspidas, com um pouco do passado do jogo da Copa com a Colômbia. Não tivemos uma boa atuação. E o juiz deixou muito a desejar no que diz respeito ao controle do jogo”, continuou Dunga.
Quem não pode mais deixar a desejar são os jogadores da Seleção Brasileira, agora desfalcados do suspenso Neymar. “O jogo demonstrou que aceitamos muito as provocações da Colômbia, uma equipe experiente. Nós nos esquecemos de jogar futebol. O Brasil precisa jogar, e não ir para a guerra”, conscientizou-se o desafeto de Enrique Osses.