Enquanto a oposição espera ansiosamente a nomeação de 100 conselheiros e as eleições da mesa do Conselho Deliberativo e dos membros do Cori na terça-feira, a atual diretoria corintiana mantém o técnico Emerson Leão no cargo e a calma para tomar decisões.
Os mais inflamados conselheiros de oposição falam até na pequena possibilidade de impeachment do presidente Alberto Dualib, caso ele não consiga comprovar as contas e movimentações financeiras de sua gestão.
“Tudo isso não passa de um boato infundado. Se no futuro, dentro da legalidade, a oposição tomar o poder, ela terá total liberdade para tomar as decisões e demitir o treinador”, disse Edvar Simões, diretor de futebol do Corinthians, cargo de confiança de Alberto Dualib. “Caso isso realmente aconteça, no entanto, não será apenas o Leão que vai sair do clube”, previu.
O dirigente ainda fez questão de defender Emerson Leão, lembrando que o Corinthians foi o time que mais sofreu na montagem do elenco neste início de temporada. Vários jogadores saíram do clube durante o Paulistão e muitos têm sido os problemas administrativos por causa da parceria com a MSI.
“Acho injusta esta cobrança com o treinador, que teve a coragem de aceitar o convite e assumir a equipe quando estávamos na última colocação do Campeonato Brasileiro. Se tivéssemos sido rebaixados, todo seu currículo teria ido pelo ralo”, lembrou Edvar Simões.
Nos bastidores políticos, o clima segue fervendo. Andrés Sanchez promete demitir Emerson Leão caso consiga poderes para isso. Antonio Roque Citadini prefere apoiar o técnico. Seu nome tem sido especulado para figurar no Cori a partir de terça-feira.
“Não estou atrás de cargo. Tem gente no Corinthians que entrega a mãe por um cargo. Dizem que não sou bom de voto e não sou bom de copo. Não sei se este é o critério de julgamento lá”, ironizou Citadini.
Como sempre, o conselheiro continua do lado de Alberto Dualib, mas sem deixar de fazer duras críticas à parceria com a MSI. “Os problemas reais do Corinthians não são estas briguinhas. O clube tem que sair desta situação de conto de fadas. Oposição e situação não divergem exatamente. Um defende o Berezovsky e outro abraça o Kia. Eu tenho posições claras contra a parceria que não mudam com qualquer ventinho”, concluiu Citadini.