O Olímpico sempre foi um estádio temido pelos adversários do Grêmio. Jogar em Porto Alegre diante do Tricolor era a perspectiva de voltar, no máximo, com um empate. Foi assim. Não é mais. Em 2011, o time tem perdido mais do que o normal dentro dos seus domínios. Situação que preocupa dentro do clube.
Inter, Cruzeiro de Porto Alegre, Universidad Católica e Corinthians conseguiram vencer como visitantes diante do Grêmio. No Campeonato Brasileiro, em quatro jogos, o time venceu somente uma vez como mandante. Muito pouco. Números que preocupam o técnico Júlio Camargo.
“É uma realidade que queremos mudar. O Grêmio sempre foi muito forte no Olímpico. É uma competição que em seus domínios tem que fazer valer isso. Agora, tem processo. Ninguém vai fazer milagre. Vamos trabalhar forte. Temos que acelerar o processo. Minha felicidade é que o pessoal está se empenhando e querendo fazer com que a situação mude. Vamos trabalhar e mudar isso”, discursou o treinador, que diante do Coritiba, no domingo, fará o seu segundo jogo.
Nas últimas edições do Brasileirão a realidade se mostrou bem diferente. Em 2010, o time teve a quinta melhor campanha dentro de casa. Em 2009, sem perder uma veze sequer diante do seu torcedor, o Grêmio foi o primeiro colocado neste quesito. Em 2008, o time de Celso Roth obteve o terceiro melhor desempenho como mandante. Essa temporada, o Tricolor é o décimo terceiro colocado.
Para tentar sair do momento adverso, a sexta-feira marcou uma longa conversa entre o técnico e o grupo de jogadores. Na pauta nada de tática, sistema de jogo e estratégias para enfrentar o Coxa. O tema foi a necessidade de reverter a situação.
“Pontuamos várias coisas. Estou chegando, então há várias situações de vestiário. Coloquei para eles, o quanto temos que apertar os elos internos. Nosso clube tem que entender o momento que está vivendo. É um momento de dificuldade e de estar perto de uma zona que a gente não deseja”, explicou Camargo.
Uma posição à frente da zona de rebaixamento, o Grêmio quer vencer para acalmar o ambiente inter e externo, subir da tabela e, como consequência, dar mais tranquilidade para o início de trabalho do novo treinador.