Acréscimos do jogo entre Atlético-MG e Grêmio, pela 2ª rodada do Brasileirão 2009. Placar empatado em 1×1. Eis que Wilson Luiz Seneme teria visto um toque de mão de Joílson dentro da área. Marcar o pênalti na hora parecia o certo a se fazer, mas rendeu ao árbitro, nesta segunda-feira, o afastamento parcial do sorteio para as próximas rodadas.
Segundo o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Sérgio Correia da Silva, Seneme teve problemas para acalmar os ânimos dentro de campo, e por isso recebeu a punição. “O árbitro estava indo muito bem na partida. O jogador gremista cometeu uma falta que até mereceria cartão vermelho, mas ele deu só o amarelo. E o jogador até o tocou com as mãos depois. Ele permitiu que o jogador ficasse. Acredito que isso tenha sido um fator que contribuiu para lances mais ríspidos na partida”, disse Sérgio.
De fato houve um lance parecido ao pênalti marcado que foi o estopim da fúria dos tricolores, consequentemente levando ao afastamento de Seneme. Welton Felipe, defensor do Atlético-MG, também tocou com a mão na bola dentro da área num lance de bola dividida com o argentino ex-River, Maxi Lopez. Na ocasião, o jogo seguiu, e a bronca dessa jogada causou a revolta dos jogadores e até do diretor de futebol do Grêmio, André Krieger. “Primeiro, o auxiliar dá tiro de meta, ele (Seneme) dá escanteio e sai o gol. Escanteio que não houve. Depois um pênalti inexistente. Incompetente ele não é, tem um currículo até razoável. O árbitro veio mal-intencionado, de forma a prejudicar o Grêmio”.
Sérgio Correia da Silva corrobora com essa análise. Para o presidente da CNA, ambos as jogadas polêmicas do jogo foram lances de “bola na mão”.