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Futebol

Depois de perder Matuzalém, Shaktar quer 25 milhões de euros do Zaragoza

Arquivo Geral

06/09/2007 0h00

Shaktar cobra 25 milhões de euros do Zaragoza por Matuzalém




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O Shaktar Donetsk, clube que nesta temporada contratou Ilsinho, Willian, Luiz Adriano, entre outros, cobra do Zaragoza uma indenização de 25 milhões de euros pela transferência do meio-campista Matuzalém. O time ucraniano apresentou queixa na Fifa alegando que os espanhóis incitaram o jogador a quebrar seu vínculo com sua ex-equipe, o que proibido no código da entidade máxima do futebol mundial. Desta forma, o acordo entre o brasileiro e o clube aragonês seria ilegal.

Segundo Sergiy Palkin, diretor do Shaktar, o jogador era fundamental na equipe. “O Zaragoza nos contactou por meio de intermediários e quando as negociações emperraram, foram falar com o jogador às escondidas”, reclamou, invocando a entidade máxima do futebol. “A Fifa deve levar em conta alguns critérios vitais para o clube, como o peso específico do jogador no time ou o custo de assinar um jogador de mesmo nível”.

Para basear sua defesa, Palkin aponta a evolução do jogador. “Durante os três anos em que Matuzalém esteve aqui, cresceu muito como jogador, convertendo-se em um dos melhores meio-campistas da Europa. Ele foi eleito o melhor jogador do campeonato em 2006, o que elevou muito seu preço”, disse o dirigente, que está insatisfeito com a quantia que a Fifa pretende estipular como multa, algo em torno de 6 a 8 milhões de euros. Esta cifra não cobre nem o que foi pago pelo jogador ao Brescia quando de sua aquisição.

Os ucranianos solicitaram uma compensação maior e uma sanção ao clube espanhol. No entanto, o Shaktar espera que a decisão não demore, pois se a Fifa protelá-la, pode prejudicar os planos do time, que disputa a Copa dos Campeões desta temporada. “Não só ficamos sem uma de nossas estrelas como não recebemos nada. A saída pouco amistosa de Matuzalém danificou nossa imagem como clube e nos entristeceu. Para substituir-lhe, teremos de desembolsar dezenas de milhões de euros”, finalizou Palkin.

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