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Futebol

Depois de confusão, Cicinho deve ficar no Peixe e frustra presidente

Arquivo Geral

24/06/2015 9h47

O lateral direito Cicinho não tem atuado pelo Santos por causa de uma entorse no tornozelo direito, mas seu nome tem entrado na pauta da diretoria por causa do interesse Elenko Sports em tirar o jogador do Peixe. A empresa, ligada ao empresário Fernando Garcia, ofereceu R$ 2,5 milhões para adquirir 50% dos direitos econômicos do atleta de 26 anos e teve uma resposta positiva do clube da Vila Belmiro.

Porém, uma má interpretação dos números fez com que os dirigentes santistas fossem obrigados a voltar atrás. A Teisa, que detém 40% do jogador, não aceita uma venda por menos de R$ 7 milhões, já que o lateral gerou um custo de R$ 6 milhões quando chegou, em 2013. E Modesto Roma Jr, presidente do Santos, explicou que entendeu a proposta de uma forma equivocada.

“É uma proposta que nós entendíamos ser da nossa parte e eles entendiam ser de todos. Não sei se está encerrado, estamos vendo ainda”, explicou o mandatário, que pretendia vender apenas a fatia do clube por R$ 2,5 milhões.

Apesar do balde de água fria nos empresários da Elenko, que esperavam o acerto ainda esta semana, Modesto evitou cravar que não há mais negociação. Mas, para isso, a oferta por Cicinho terá de mais do que dobrar. “Pode ser. Vamos ver”, disse o presidente alvinegro, com ar misterioso.

Sem o acordo, que, segundo Modesto, levaria Cicinho para a Ponte Preta, de Campinas, o Santos admite que a situação financeira fica cada vez mais complicada. Com o salário do elenco referente ao mês de maio ainda atrasado, o dinheiro da venda do lateral daria um pequeno alívio para os dirigentes.

“Seria bom vender. O orçamento prevê uma venda de R$ 45 milhões. Eu acho que não chegaremos a isso, mas seria importante vender”, comentou o presidente, antes de ser enfático. “Nós não temos alternativa no momento”.

Em abril, o Santos precisou pegar um empréstimo bancário de R$ 8 milhões para acabar com a dívida salarial com o grupo de jogadores. Agora, o alvinegro praiano busca uma nova forma de fazer entrar dinheiro no clube. Questionado sobre um novo empréstimo, Modesto Roma Jr despistou. “Tudo tem seus limites. Tem diversas formas (de conseguir dinheiro) e nosso administrativo trabalha para isso”, finalizou.

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