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Futebol

Depois de ameaças, Marquinhos pede para deixar o Corinthians

Arquivo Geral

13/02/2007 0h00

Depois de falhar no clássico de domingo contra o São Paulo e cometer o pênalti que resultou no segundo gol do rival, o zagueiro Marquinhos não quer mais continuar no Corinthians. Nesta terça-feira, o técnico Émerson Leão comunicou à imprensa que o jogador pediu para deixar a equipe depois que seus familiares receberam ameaças.

“Ele disse que importunaram por telefone a esposa e a mãe dele”, revelou Leão. “São sete anos de clube e ele afirmou que está cansado disso. Mesmo assim, agradeceu todas as chances e acredita que estava quase em um momento bom. Pediu para ajudarmos e vamos fazer isso”, prosseguiu. O atleta pediu ao treinador e à diretoria para ter sua saída facilitada e será atendido.

O comandante alvinegro ainda se mostrou chateado com o acontecimento e com a saída de um jogador que considerava importante.“Lamento muito que o atleta tenha se sentido obrigado a tomar uma decisão assim. Ele estava se sentindo bem aqui. Não pediu para eu indicá-lo a outras equipes, mas se eu puder ajudá-lo com algum treinador meu amigo, vou fazê-lo porque se trata de um jogador com potencial”, afirmou.

Aos 24 anos, Marquinhos foi formado nas categorias de base do clube, mas tem também uma passagem por empréstimo ao Atlético-MG. Leão reconheceu que o zagueiro falhou no lance do pênalti que resultou no segundo gol do São Paulo, mas garante que mantinha sua confiança no atleta.

“Ele foi infeliz em uma jogada, mas iria continuar na equipe. Mas o jogador está cansado de ser uma eterna promessa e quer buscar seu caminho”, explicou o treinador, que revelou se vontade do jogador deixar de jogar em São Paulo.

O diretor de futebol do Timão, Edvar Simões, acredita que a decisão de deixar o clube já vinha sendo formulada pelo atleta. “Acho que ele já estivesse pensando nisso e esse novo caso foi a gota d’água”.

O cartola ainda explicou que tentou aguardar para ver se Marquinhos mudaria de idéia, mas a decisão já estava sacramentada. “Conversei com ele na segunda à tarde e pediu que a gente entendesse. Pedi para ele falar com o Leão hoje, pois seria um tempo também para ele acalmar. Mas ele manteve a mesma posição na conversa com o treinador”.

Como foi pego de surpresa pela vontade do atleta, Edvar ainda não teve tempo de conversar com o técnico para falar sobre a possibilidade de trazer alguém para repor a vaga na defesa.

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