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Futebol

De saída, dirigente corintiano pede união para salvar o clube

Arquivo Geral

13/08/2007 0h00

Visivelmente abatido, o agora ex-vice presidente de futebol do Corinthians, Rubens Gomes, concedeu sua última entrevista no cargo nesta segunda-feira, no Parque São Jorge. O dirigente disse que decidiu pelo pedido de afastamento por 60 dias por não concordar com atitudes políticas que vêm ocorrendo dentro do clube. Além disso, contou que o fato de não ter sido comunicado da demissão do gerente de futebol, Ilton José da Costa, também pesou na decisão para deixar o cargo.

“Desde o começo, conversei com o presidente (Clodomil Orsi) e pedi meu afastamento. Não me sinto à vontade desde sábado. Até porque demitiram o Ilton (José da Costa) e eu não sabia”, revelou o ex-dirigente, justificando a decisão que fora tomada ainda no fim de semana. “Fico chateado por não ter sido comunicado, acho que a hierarquia tem que ser respeitada. Mesmo assim, o presidente faz como quiser”, completou Rubão, que fez questão de deixar claro que não foi demitido do cargo, mas sim pediu afastamento.

De saída, o conselheiro ainda atacou pessoas que chamou de “aproveitadoras”, culpando-as pela situação crítica por que passa o Corinthians. “O momento político, todos sabem, é complicado. Existem alguns aproveitadores, que só aparecem nas reuniões do conselho que têm imprensa”, acusou Rubão, que em seguida se esquivou e optou por não citar nomes. “Vocês (jornalistas) é que tem que julgar. Peçam as atas das reuniões do conselho e vejam quem só aparece na hora do oba-oba”, acrescentou.

Os empresários também não foram poupados pelo ex-vice de futebol do Timão. Para ele, o futebol brasileiro vive uma situação crítica por culpa dos agentes, que exploram jogadores e acabam falindo os clubes. “Dizem que a política é suja, mas vocês não imaginam como é o futebol. E cuidado com os empresários, viu? Eles tomaram conta do futebol”, explicou Rubão, que mesmo assim garantiu que há solução para os problemas do Alvinegro.

“O Corinthians chegou ao fundo do poço. Esta é a hora da situação, oposição, aproveitadores de plantão, enfim, todos se unirem para subir. Ou as pessoas se juntam ou isso aqui vira uma guerra. Só tem gente pensando no poder, brigando pelo poder”, denunciou Rubão, também sem citar nomes. No fim, o ex-dirigente deixou no ar a possibilidade de voltar a trabalhar no clube. “Faltou fazer muita coisa ainda, mas o bom filho à casa torna. Sempre digo que sou um soldado a serviço do Corinthians. Só que se voltar, as coisas terão que ser do meu jeito”, encerrou.

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