Depois da triste eliminação na Copa do Mundo, em que o Brasil terminou na quarta posição, sofrendo dez gols em dois jogos, houve intenso debate sobre a reformulação do elenco principal. De olho no próximo Mundial, a seleção sub-21 do país não teve trabalho para bater os Estados Unidos por 3 x 0, ontem, no Mané Garrincha, em partida de poucas emoções.
Entre os atletas que estiveram no gramado da arena candanga, alguns têm grandes chances de estar no escrete canarinho no Mundial, na Rússia, em 2018. Antes, porém, a equipe terá pela frente os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.
Em dois amistosos, os comandados de Alexandre Gallo não tiveram dificuldades para bater por 3 x 0 Bolívia, em Cuiabá (MS), na última sexta-feira e os norte-americanos, ontem.
O amistoso em si não contou com muitas emoções. Entretanto, três jogadores chamaram a atenção com atuações sólidas, que encheram de esperanças os pouco mais de 10 mil torcedores que assistiram ao duelo.
Ansiedade para 2016
Após a partida, alguns atletas de destaque revelaram a vontade de voltar a Brasília em 2016, quando a capital federal será palco de algumas partidas do torneio olímpico.
“Com certeza nos motiva mais. O estádio é muito bonito, a torcida foi maravilhosa, sem contar que tivemos uma vitória e fica uma boa impressão. A próxima convocação para esse ciclo olímpico é só daqui a seis meses, então todos nós vamos voltar para nossos clubes e trabalhar forte para, nos próximos jogos, ajudarmos o Brasil a conquistar mais vitórias”, afirmou o atacante Thalles, um dos titulares.
Quem não faz, leva
A seleção brasileira sub-21 aproveitou que os Estados Unidos desperdiçaram chances inacreditáveis na cara do gol para vencer mais um amistoso. Ontem, o time olímpico do Brasil ganhou por 3 x 0, no estádio Mané Garrincha, que recebeu público de 10.067 pagantes.
O time do técnico Alexandre Gallo abriu o placar logo aos 2 minutos, quando o goleiro norte-americano se enrolou todo com uma bola recuada. Luan, do Grêmio, driblou o arqueiro e mandou para o gol vazio.
Os norte-americanos tiveram chance de virar, mas falharam de forma bizarra. Na base do “quem não faz, leva”, o Brasil ampliou com Douglas Coutinho, do Atlético-PR, aproveitando cruzamento de Vinicius Araújo. O atacante do Valência depois faria o terceiro ao receber cara a cara com o goleiro.
Olho nele
Talisca: O atacante que iniciou a carreira no Bahia foi, mais uma vez, um dos destaques da seleção brasileira. Participativo, o jovem de apenas 20 anos teve intervenções importantes, sobretudo ofensivamente. Além do protagonismo na seleção sub-21, o baiano de Feira de Santana vive situação semelhante no Benfica (POR), clube que defende atualmente. As partidas que vêm fazendo despertaram interesse de nada menos do que o poderoso Chelsea, da Inglaterra.
Olho nele
Vinícius Araújo: Embora tenha apenas 21 anos, o atacante já tem experiência na Europa. Atualmente no Standard de Liège, da Bélgica, já marcou gol em apenas quatro atuações. Antes, porém, integrou o elenco do Valencia, tradicional time espanhol. Teve atuação importantíssima na vitória contra os comandados de Tab Ramos. Entrou aos 16 minutos do segundo tempo e, em pouco mais de meia-hora em campo, conseguiu marcar um gol e dar uma assistência.
Olho nele
Luan: Sem dúvidas, um dos melhores em campo. Com pouco mais de dois minutos de partida, se aproveitou da falha bizonha do goleiro Cody Cropper para abrir o placar. Para marcar o gol, porém, ele conseguiu deixar toda a zaga norte-americana perdida, mostrando rapidez de raciocínio. Desde 2013 no Grêmio, o paulista de São José do Rio Preto é mais um dos que vêm experimentando protagonismo também no clube em que defende. Antes de integrar o elenco do tricolor gaúcho, defendeu o Tanabi (SP).