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Futebol

De olho na Olimpíada, Mano prevê "queda de braço" com clubes

Arquivo Geral

16/11/2011 18h08

Encerrado o ano de 2011 para a Seleção, o técnico Mano Menezes tem como grande desafio para a próxima temporada conquistar a tão sonhada medalha de ouro olímpica para o Brasil em Londres. Questionado sobre o assunto, depois da vitória sobre o Egito, o comandante da equipe verde e amarela já deixou claro que deverá ter trabalho para dar entrosamento ao grupo.

 

“A gente tem uma dificuldade de reunir a Seleção Olímpica em sua totalidade. Por isso que a gente optou por atuar de forma paralela com a Seleção principal. Porque você não tem condição de fazer isso isoladamente. Nós já temos boas definições. Torcedor brasileiro pode ficar tranquilo que a nossa representação na Olimpíada vai ser muito boa. Nós teremos uma Seleção capaz de brigar pelo sonho que sempre tivemos”, disse o treinador.

 

Mano vem mesmo chamando com frequência atletas com idade olímpica para compor o grupo e fazer parte do ambiente da Seleção principal. Na disputa dos últimos amistosos, contra Gabão e Egito, por exemplo, campeões mundiais com a Seleção Sub-20, como o lateral Alex Sandro e o meia Dudu, além de outros nomes como o goleiro Neto e o atacante Kléber, fizeram parte do grupo.

 

Segundo Mano, o período para a preparação será a partir do final de junho, quando os jogadores da Europa estão de volta das férias e ainda restará cerca de um mês para o início dos Jogos Olímpicos de Londres.

 

“Vamos prepará-la na parte final em junho, quando teremos quatro datas e poderemos fazer isso de forma bem direcionada. Estamos marcando para os meios de março, abril e maio, fora de data Fifa, uma condição para (fazer amistosos com) os brasileiros, porque aí você não pode trazer (ao Brasil) nem aqueles que tem idade superior”, disse.

 

“Além disso, estamos em uma negociação. Propondo questões para os clubes europeus, porque é assim que funciona. Precisa ser feito com muito cuidado, mostrando um projeto muito sério, para que eles se sintam também na condição de motivação de liberar seus jogadores. Se isso acontecer, a gente vai ficar muito contente e o torcedor brasileiro vai ficar mais”, concluiu o treinador brasileiro.

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