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Futebol

Da Lupa vê armação e aberração: "Fosse o contrário, Flu não cairia"

Arquivo Geral

16/12/2013 21h00

Manuel da Lupa, presidente da Portuguesa, não mostrou surpresa com a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que tirou quatro pontos de seu clube, rebaixando-o para a Série B do Brasileiro e mantendo o Fluminense na primeira divisão. O dirigente disse que foi informado do resultado antes mesmo de a sessão começar e não poupou críticas aos auditores que penalizaram seu time por unanimidade.

“Eu estava com um senhor, que não vou falar o nome, aqui dentro antes do julgamento e ele me disse que estava tudo combinado, seria 4 a 1 ou 5 a 0”, disse Da Lupa, após o julgamento com derrota por 5 a 0 da Lusa. “Eu já não tinha muita esperança, estava esperando essa decisão. Ficamos desiludidos. Mas juristas de nome entendem que o que aconteceu aqui é uma aberração.”

A análise do mandatário é claro: a tradição do Fluminense foi fundamental na decisão. “A camisa do Fluminense fez diferença. Fosse o contrário, o Fluminense não cairia. Não tenho dúvida disso”, opinou, lembrando que o procurador do STJD, Paulo Schmitt, não denunciou o Fluminense em caso semelhante no Brasileiro de 2010, quando a equipe carioca foi campeã.

“Em 2010, era imoral tirar o título do Fluminense. Por que agora não é imoral? Ficamos em 12º lugar em um sacrifício desgraçado. Agora é fácil botar o Fluminense para cima e a Portuguesa para baixo”, disse o dirigente, irritado pela punição devido à escalação de Héverton na última rodada dois dias após o meia ser suspenso pelo STJD.

A Lusa entrará com recurso para o caso ser novamente julgado em última instância pelo Tribunal Pleno do STJD, em 27 de dezembro. “Vamos recorrer, até o final, não abro mão do meu direito”, falou Da Lupa, com um aviso. “A Portuguesa pode não ir à Justiça Comum, mas temos gente de nome e gabarito que pode ir, como permite o Estatuto do Torcedor.”

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