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Futebol

Cruzeirenses comentam as seis bolas na trave

Arquivo Geral

22/04/2009 0h00



Com 62 gols em 23 jogos e média de 2,7 por partida, é difícil questionar os números do ataque do Cruzeiro. Mas. nesta quarta-feira, bem que eles podiam ter ficado ainda mais significantes. Na vitória de 2 a 0 contra o Deportivo Quito, pela Copa Libertadores, os jogadores celestes acertaram a trave seis vezes.


Deles, o mais feliz foi Wagner. Seu chute na trave, aos 26 minutos do primeiro tempo, voltou nas costas do goleiro García e balançou as redes. Com isto, ele foi considerado o autor do segundo gol, que resolveu a partida. Kléber, por duas vezes, Jonathan, Thiago Ribeiro e Bernardo não tiveram a mesma sorte.


Do outro lado, Checa, do Deportivo Quito, também carimbou o travessão. Como curiosidade, foram três bolas nas traves do Gol da Cidade e quatro nas do Gol da Lagoa, como são chamadas as metas do Mineirão pelos torcedores.


A marca de sete bolas na trave iguala a partida entre Ituano e Santos, pelo Campeonato Paulista, no último dia primeiro de fevereiro. Na ocasião, chamou a atenção o fato de o Santos, que pôs seis bolas na trave, ter sido derrotado por 2 a 0.


Dentre os jogadores que acertaram a trave, cada um teve uma sensação diferente. O jovem Bernardo entrou no segundo tempo e, com seu chute perigoso, mostrou mais uma vez que cobra faltas melhor que qualquer titular. Por isto, há pouco a se lamentar. “Treinei bastante ontem e, infelizmente, consegui acertar a trave. Mas está bom. O Cruzeiro está de parabéns porque conseguiu o objetivo”, disse o meia.


Outro que veio do banco para carimbar o poste foi Thiago Ribeiro. Após recuo errado de Isaac Mina, o atacante perdeu uma das chances mais claras do jogo. Ainda se recuperando de contusão, ele percebe que o pé ainda não está na forma. “Acabei levando um pouco de azar no chute e a bola pegou na trave. Numa outra, poderia ter feito, mas a bola acabou dando uma quicadinha ali e pegou meio de tornozelo na hora do chute”, contou.


Já Wagner saiu de campo consagrado e nem se lembra da sorte que levou para marcar o gol da vitória. “Muita gente estava cobrando que este gol não estava acontecendo e eu sempre tive a cabeça voltada que ele iria sair num momento importante. Nada melhor que agora ajudar o Cruzeiro a vencer e a se classificar”, comemorou o meia.

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