O técnico Cristóvão Borges concedeu entrevista coletiva nas Laranjeiras nesta quarta-feira, logo após o último treino antes do jogo contra o Atlético-MG, que teve um rápido trabalho físico e o tradicional rachão. Além de confirmar o zagueiro Fabrício no lugar do suspenso Elivelton, o treinador do Flu dedicou a maior parte do tempo às respostas sobre o atraso de salários no clube.
“Temos tido dificuldades em vários setores. Salários atrasados, renovações de contrato… Procuramos conversar sobre tudo isso, também junto com a diretoria, para dar clareza a todos e para que saibamos o que está acontecendo. Logicamente, não é uma coisa boa de acontecer, mas os jogadores não se abalam. Claro que existe queixa, mas isso não interfere na entrega e no trabalho dentro de campo”, garantiu Cristóvão.
Antes do início das atividades desta quarta-feira, Cristóvão Borges reuniu os membros da comissão técnica e os jogadores para uma conversa. Na terça, a diretoria do Fluminense quitou o pagamento do mês de agosto àqueles que ganham em torno de R$ 15 mil.
“Não temos um prazo. Alguns valores estão sendo pagos, mas durante essa semana estaremos com tudo acertado para todo mundo”, afirmou o treinador, que também está com os salários atrasados.
O problema não atinge todo o elenco, porque uma parte dos jogadores – principalmente os que ganham os maiores salários, como Fred e Conca – recebe da Unimed, patrocinador máster do clube.
Para não se afastar do G-4, o Fluminense terá de superar os problemas financeiros e vencer o Galo nesta quinta-feira, em partida válida pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, que será disputada no Maracanã, às 19h30 (de Brasília). Atualmente, o Flu está em sétimo lugar, com 41 pontos – dois a menos que o Atlético-MG, quarto colocado.