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Futebol

Crise financeira do Atlético-MG não preocupa jogadores

Arquivo Geral

01/03/2007 0h00

Diante de um verdadeiro colapso financeiro nos bastidores, o rendimento do Atlético-MG dentro de campo não será afetado. É o que garantem os jogadores alvinegros, que prometem resistir firme à onda de ações trabalhistas que ainda serão julgadas na Justiça contra o Galo. A situação foi definida pelo presidente Ziza Valadares como ‘insustentável’, caso o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG) não aceite o pedido de destinar ao máximo 10% do faturamento do clube para quitar as dívidas.

"Não temos que nos meter nesse assunto. Vamos continuar focados no trabalho, pois temos compromissos importantes pela frente", assegurou o zagueiro Lima. Revelado pelo clube, o jogador diz que os problemas financeiros não são novos em Vespasiano, mas nem por isso os salários vêm sendo atrasados no Galo.

"Estamos recebendo em dia, o que nos deixa ainda mais tranqüilos para jogar. Afinal, é importante você saber que terá dinheiro para pagar suas contas no dia certo. Mas, independentemente disso, sempre pensamos primeiro no trabalho, em levar o Galo às vitórias", garantiu.

O armador Marcinho endossa o coro de solidariedade com a situação atleticana nos bastidores. O jogador clama pelo profissionalismo e garante que em relação ao elenco atual, não existem queixas contra a diretoria. "Fora das quatro linhas a diretoria está procurando fazer o melhor para que o Atlético supere essas dificuldades. Ações na Justiça são coisas que não nos dizem respeito", garantiu.

Acordo
Aos poucos, no entanto, a diretoria atleticana vai amenizando os problemas no caixa. Nesta quinta, o Atlético conseguiu fazer um acordo com o atacante Valdir Bigode, que defendeu o Galo nos anos 1990, e tinha a receber cerca de R$ 2 milhões do Alvinegro. Com o novo acordo, o débito caiu para cerca de R$ 1 milhão, dividido em parcelas fixas.

Calcula-se que, ao todo, o Atlético esteja devendo R$ 25 milhões em ações trabalhistas. O objetivo do departamento jurídico e negociar cada dívida em separado e tentar, como aconteceu com Valdir, uma redução e parcelamento do valor.

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