"Não temos que nos meter nesse assunto. Vamos continuar focados no trabalho, pois temos compromissos importantes pela frente", assegurou o zagueiro Lima. Revelado pelo clube, o jogador diz que os problemas financeiros não são novos em Vespasiano, mas nem por isso os salários vêm sendo atrasados no Galo.
"Estamos recebendo em dia, o que nos deixa ainda mais tranqüilos para jogar. Afinal, é importante você saber que terá dinheiro para pagar suas contas no dia certo. Mas, independentemente disso, sempre pensamos primeiro no trabalho, em levar o Galo às vitórias", garantiu.
O armador Marcinho endossa o coro de solidariedade com a situação atleticana nos bastidores. O jogador clama pelo profissionalismo e garante que em relação ao elenco atual, não existem queixas contra a diretoria. "Fora das quatro linhas a diretoria está procurando fazer o melhor para que o Atlético supere essas dificuldades. Ações na Justiça são coisas que não nos dizem respeito", garantiu.
Acordo
Aos poucos, no entanto, a diretoria atleticana vai amenizando os problemas no caixa. Nesta quinta, o Atlético conseguiu fazer um acordo com o atacante Valdir Bigode, que defendeu o Galo nos anos 1990, e tinha a receber cerca de R$ 2 milhões do Alvinegro. Com o novo acordo, o débito caiu para cerca de R$ 1 milhão, dividido em parcelas fixas.
Calcula-se que, ao todo, o Atlético esteja devendo R$ 25 milhões em ações trabalhistas. O objetivo do departamento jurídico e negociar cada dívida em separado e tentar, como aconteceu com Valdir, uma redução e parcelamento do valor.