Os Estaduais se aproximam da reta final da primeira fase e apontam um dado em comum, na maioria dos casos: como esperado, as principais potências lideram suas chaves e não terão problemas em avançar para os mata-matas. Mas e quando os grandes se encontram? Quem será que leva vantagem? O Jornal de Brasília analisou torneios em várias regiões do Brasil e chegou à conclusão de que apenas três clubes ainda não perderam para rivais na temporada.
Curiosamente, equipes que exercem funções de destaque nos estados onde estão sediados, aparecem mal quando o assunto é clássico. Apenas a efeito de comparação, o São Paulo, campeão paulista em 21 oportunidades, conquistou apenas um ponto nas três vezes em que entrou em campo contra um adversário tradicional.
Ainda em São Paulo, a situação do Palmeiras é ainda mais desconfortável. Em dois jogos de grande apelo, o Alviverde foi derrotado em ambos e detém o incômodo posto de lanterna do ranking do Jornal de Brasília, já que não conquistou um ponto sequer em clássicos.
Nadando de braçadas
No Nordeste, o Sport Recife (PE) está rindo à toa. O Leão da Ilha não sucumbiu no duelos de rivalidade e abateu Santa Cruz e Náutico, mantendo os retrospecto perfeito no Pernambucano deste ano.
Mas o líder absoluto é o Corinthians. A equipe do Parque São Jorge conseguiu vitórias sobre rivais tradicionais não só no Paulistão, como bateu o São Paulo também na Taça Libertadores, na fase de grupos. Por conta disso, lidera o ranking.
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Em Brasília, Gama e Brasiliense integram o bolo intermediário do ranking do Torcida em clássicos.
Isso porque as duas equipes se enfrentaram apenas uma vez no Candangão 2015.
Na partida, válida pela 10ª rodada da competição, Jacaré e Periquito fizeram um jogo quente no Bezerrão, mas não saíram do empate sem gols, frustrando a torcida que compareceu em bom número ao estádio do Gama.
O Alviverde, entretanto, segue na busca pela liderança do Candangão, com 20 pontos.
Rivais buscam primeiro triunfo
São Paulo e Palmeiras ainda não se enfrentaram nesta edição do Paulistão. As duas equipes, no entanto, têm encontro marcado já na próxima rodada da competição.
Para o atacante Alan Kardec, o duelo terá sabor especial. Atualmente no São Paulo, ele já defendeu o Porco e sabe que começar o jogo entre os titulares ou no banco de reservas pode ter um peso muito importante.
“Nas outras vezes em que enfrentei o Palmeiras joguei desde o início. Se acontecer (de começar no banco), será novo. Eles têm uma torcida que busca apoiar a equipe e acho que serão mais de 30 mil. Vai ser uma situação diferente. Tenho a cabeça tranquila, mas, em determinados momentos, você já vai se programando para sofrer o menos possível. Vai ter torcedor pegando no pé, com xingamentos. Tenho de estar preparado para isso jogando entre os 11 ou não. Mas, no banco, a situação deve ser até um pouco pior”, declara.
Sem pressão no Palmeiras
Do outro lado, o discurso é de tranquilidade. Líder do Grupo 3 com vantagem de nove pontos sobre o vice-líder, o Palmeiras vê no encontro com o São Paulo uma partida importante, embora a cobrança por um resultado positivo não tenha lá tanta importância em termos de classificação à segunda fase do Paulistão, pelo menos na visão do técnico Oswaldo de Oliveira.
Vale ressaltar que o São Paulo integra, e lidera, o Grupo 1, com 26 pontos na conta. Assim como o rival de amanhã, o Tricolor não deve ter problemas para avançar à segunda fase da competição.
“Sinceramente? Eu não estou preocupado com isso. Vou dizer outra vez: São Paulo e Palmeiras vão se classificar, são dois grandes times e qualquer um pode ganhar esse clássico e até o Campeonato. É lógico que a gente vai tentar ganhar, estamos trabalhando para isso, mas eu acho que ninguém vai morrer se o Palmeiras perder ou se o resultado não for favorável a nós de alguma forma”, pondera o treinador.