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Futebol

Corinthians desafia temor de goleada contra o Santos

Arquivo Geral

02/09/2007 0h00

O Santos, na teoria, tem tudo para ampliar o tabu de mais de um ano sem derrotas diante do Corinthians para dois. Às vésperas do clássico deste domingo, no Pacaembu, até mesmo os experientes Vampeta e Finazzi não escondiam o temor de “tomar outra chinelada” após as derrotas traumáticas diante do Atlético-MG e Cruzeiro.

No time de Wanderley Luxemburgo, ninguém ousa contrariá-lo e endossar o discurso dos corintianos. Assim que o Santos derrotou o Atlético-PR na quinta-feira, o treinador e seus comandados recorreram aos chavões. “Em clássico, não existe favoritismo”, disse Luxemburgo. “A história mostra que quem está embaixo pode conseguir uma grande vitória.”

O retrospecto recente dos confrontos entre Santos e Corinthians, no entanto, contraria o comandante. Desde a histórica goleada por 7 x 1, no mesmo Pacaembu, em 6 de novembro de 2005, o Alvinegro da capital não venceu o praiano. Era a época da última boa fase prolongada do Timão. Em 2006, o Peixe ganhou as três partidas que fez contra o rival por placares crescentes: 1 x 0, 2 x 0 e 3 x 0.

Em 2007, contudo, o Corinthians conseguiu minimizar a série negativa. Apesar de perder por 2 x 1 na Vila Belmiro no Campeonato Paulista, conseguiu um empate por 1 x 1 no primeiro turno do Brasileirão também na casa do rival. Ainda assim, nenhum desses números é capaz de convencer Luxemburgo. “Não existe momento em clássico, retrospecto, nada disso”, esbravejou o santista.

Se a equipe da Vila Belmiro não se anima (ou, pelo menos, não demonstra) com a disparidade da situação dos times, o discurso muda quando o assunto é a importância do resultado positivo no clássico. Na quinta colocação no início da rodada deste final de semana, o Santos pode finalmente ingressar na zona de classificação à Taça Libertadores com um triunfo.

“O clássico é o jogo que faz a diferença para a gente na tabela de classificação. Sabemos que o Corinthians tem condições de tirar pontos de outras equipes que brigam pelos primeiros lugares”, comentou o meia Pedrinho. “Com todo respeito aos demais, a gente sempre joga pelo resultado positivo. Não podemos perder pontos agora”, generalizou o atacante Kléber Pereira.

Para o Corinthians, a situação é complicada. Sem grandes contratações e vivendo momento conturbado, até o técnico interino José Augusto decidiu pedir para abandonar o cargo assim que o jogo contra o Santos terminar.

Se um dia sonhou com uma vaga na Libertadores, agora o Timão já começa a ser ameaçado pela zona de rebaixamento do Brasileirão com seus 27 pontos. Por este motivo, Vampeta apelou para os orixás e quer o time jogando com alegria.

É justamente na mística da “ressurreição” que o Corinthians aposta para reverter o favoritismo não assumido do Santos. Luxemburgo, que dirigiu a equipe do Parque São Jorge em 1998 e 2001, lembrou da fama do adversário de se superar em maus momentos. “Essa é a hora em que todos têm de estar unidos, tanto os jogadores como a torcida. Eles precisam nos apoiar para sairmos dessa fase”, pregou o capitão Betão, que retorna de suspensão.

As duas equipes, por sinal, terão desfalques no setor defensivo. Domingos está suspenso do lado do Santos e será substituído por Marcelo. No Corinthians, Fábio Ferreira sofreu contusão de grau dois na coxa esquerda e ficará um mês afastado. Como se não bastasse, o lateral-esquerdo Gustavo Nery lesionou o tornozelo esquerdo e dará lugar ao improvisado Carlão. Edson é dúvida na lateral direita e pode ser substituído por Carlos Alberto.

Por outro lado, o Timão terá novidades no meio-campo. Aílton regularizou sua documentação e pode estrear. Na marcação, Vampeta está livre da suspensão do STJD e terá a companhia de Moradei e Bruno Octavio.

José Augusto, no entanto, não revelou a escalação antecipadamente. Cheio de problemas, o técnico interino disse que pode até optar pelo 3-5-2 com Nilton fazendo o terceiro zagueiro ao lado de Betão e Zelão. O mistério deve prosseguir até momentos antes da partida.

“Terei de decidir na concentração a maneira de jogar. Neste momento, o Santos é mesmo o favorito. Tem um elenco muito bom, uma campanha excelente. Mesmo assim, em clássico tudo pode acontecer. Não seria uma zebra conseguirmos um bom resultado”, disse José Augusto, que escalou Arce e Finazzi no ataque.

FICHA TÉCNICA – CORINTHIANS X SANTOS

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 2 de setembro de 2007, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Paulo César Oliveira (Fifa-SP)
Assistentes: Valter José dos Reis e Ednilson Corona (ambos Fifa-SP)

CORINTHIANS: Felipe; Edson (Carlos Alberto), Zelão, Betão e Carlão (Nilton); Bruno Octavio, Moradei, Vampeta e Aílton (Nilton); Arce e Finazzi
Técnico: José Augusto (interino)

SANTOS: Fábio Costa; Baiano, Adaílton, Marcelo e Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Pedrinho e Petkovic; Marcos Aurélio e Kléber Pereira
Técnico: Wanderley Luxemburgo

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