Lucas Magalhães
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A festa alemã que teve início no gramado do Maracanã com o quarto título Mundial teve um paralelo importante em Brasília.
Na embaixada do país, mais de mil torcedores sofreram durante o tempo regulamentar e, posteriormente, na prorrogação, quando Götze marcou o gol do título.
Durante o jogo, os alemães pouco expressaram a torcida. Se não fosse um tímido grito de “Deutschland” já no fim do segundo tempo, seria possível dizer que os torcedores não gritaram durante o duelo contra a bicampeã argentina.
Em meio a muitas camisas da Alemanha, estiveram presentes também as da seleção canarinha. Os brasileiros secaram a Argentina durante o jogo e mostraram que a goleada sofrida na semifinal ficou em segundo plano.
Prova disso foi o já famoso grito sobre os mil gols de Pelé, que embalou os donos da casa em toda a Copa do Mundo e começou a ser gritado logo após o gol de Götze.
O advogado Nelson Lima foi um dos que foram à embaixada torcer contra os argentinos e pelo tetra alemão. “Torci pelas duas coisas. Mesmo assim, há de se reconhecer que a Alemanha foi superior taticamente. Além disso, eles foram muito elegantes em campo, inclusive na goleada contra o Brasil”, opina.
Quem era só sorrisos após o jogo era Kristina Eichsteller. Alemã da cidade de Dernbach e usando uma camiseta com alusão à conquista anterior, ela comemorou mais o título conquistado ontem do que o tri mundial, em 1990.
“Tudo o que lembro daquele título é que eu tinha 10 de anos de idade e estava com a minha família passando férias na Grécia. Fico mais feliz agora porque é a primeira vez que vivo toda a Copa”, celebra.
Alemães orgulhosos de seu povo
Além de mostrar um futebol eficiente dentro das quatro linhas, que apresentou poucas dificuldades para vencer na maioria dos jogos, a seleção alemã deixará várias lembranças não-relacionadas ao esporte bretão para os torcedores brasileiros.
O designer gráfico Nicolas Behr nasceu no Brasil, mas é filho de alemães. Além do futebol protagonizado pelos europeus, ele frisa que o que foi feito pela seleção alemã fora de campo também tem sido motivo de orgulho para os compatriotas.
“Torci muito pela Alemanha, desde o começo da Copa. Todos os alemães estão orgulhosos com o que a seleção fez fora de campo. Isso mostra exatamente o contrário do que pensam, que alemães são frios e arrogantes”, comenta.
Paixão pelo Brasil
Nas redes sociais, não foi difícil ver postagens de diversos atletas alemães enaltecendo o Brasil e os brasileiros. Entre os mais assíduos, o atacante Lukas Podolski foi um dos primeiros a mostrar apoio à seleção brasileira após o massacre da semifinal.
Além dele, o volante Bastian Schweinsteiger também se divertiu durante a estada no Brasil. Em Salvador, por exemplo, ele vestiu a camis do Bahia, um dos clubes mais populares do estado, e entoou gritos da torcida.