A 24 dias para o início da Copa do Mundo no Brasil, a moda verde e amarelo chegou com toda força às lojas do país, mas é preciso cuidado para não exagerar na hora de combinar as cores vibrantes. Para torcer pelo time de Neymar e cia. sem perder o estilo, a dica de estilistas é apostar em itens que farão a diferença na composição do look: customização de camiseta, bolsas, colares, brincos e sapatos estão entre eles – vale lembrar que é um evento esportivo e o “modelo” deve estar confortável.
Para o estilista Romildo Nascimento, 34 anos, este é um momento de festa e alegria. Visuais muito justos podem deixar as mulheres bonitas, mas incomodadas na hora de torcer. Para quem não gosta de arriscar, os tons neutros como o branco, o verde militar, o azul ou o amarelo pastel combinados com as corres vibrantes é a melhor opção.
De acordo com Nascimento, para as mulheres mais tímidas e que preferem não misturar as cores, o ideal é investir no acessórios. “Esse é um evento que vale ousar, mesmo que esta não seja a sua praia. Se você prefere manter a neutralidade nas peças, invista nos acessórios e nos sapatos coloridos. E vale apostar também nas unhas e maquiagens”, afirma. “Algumas mulheres não ficam bem em leggings coloridas. Se for usar essa peça, escolha uma cor básica”, alerta.
Prato cheio
Marcas e estilistas famosos também investiram no tema Copa do Mundo. A Levi’s® decidiu celebrar a brasilidade como forma de homenagear e apoiar brasileiros que sonham com o hexacampeonato da seleção nacional.
Quatro estudantes da ONG Spectaculu montaram uma coleção inspirada nas ruas e nos jovens cariocas. “Em diferentes ângulos, os jovens conseguiram captar sua própria essência e de sua comunidade”, conta o grafiteiro e curador do projeto, Speto.
Eles criaram looks básicos e criativos, uma ótima opção para quem não quer errar na hora de torcer pelo Brasil.
É preciso ser criativo para torcer
Na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, a Vuvuzela – uma corneta que era tocada em todos os jogos da Copa, ininterruptamente – foi o sucesso do evento. Os torcedores, em sua maioria africanos, carregavam o instrumento para os jogos. A Vuvuzela, no entanto, é antiga conhecida do país que sediava o maior evento esportiva de futebol daquele ano.
Desde 1990, eles animam os jogos com o som das cornetas. O cantor Carlinhos Brown tentou criar uma espécie de vuvuzela brasileira, que ficou conhecida como Caxirola. O objeto chegou a ser apresentado como o instrumento principal da torcida brasileira na Copa de 2014, mas foi vetado pelo ministro da justiça, José Eduardo Cardozo, após a torcida do Bahia, em um clássico regional, jogá-las no gramado em forma de protesto.
A Copa no Brasil ficou sem seu instrumento oficial e a responsabilidade ficou para os torcedores brasileiros, que sempre tiveram muita criatividade e não vão decepcionar na animação. Os clássicos batuques estão vetados – não poderá entrar com tambor –, mas as palmas e coreografias estão garantidas.