Como se não bastasse estar agendada para prestigiar o Tour da Taça ontem, pela manhã, a flamenguista fanática Damilly Santana aproveitou a situação também para comemorar o seu aniversário.
Apaixonada por futebol e pelo Mundial, ela se vestiu toda para a ocasião: roupa verde e amarelo, maquiagem nas mesmas cores e para finalizar, uma bandeira enorme com o desenho do troféu nas costas.
“Independentemente do que foi feito e do que foi gasto para esse evento, o Brasil é união. O futebol é a parte boa que o País tem e a gente deveria aproveitar mais essa oportunidade”, argumenta a professora.
Ansiosa para entrar logo na tenda montada no estacionamento do Mané Garrincha, ela contava os minutos para ver a taça.
Essa empolgação toda acabou tomando conta do marido também. Com uma blusa verde Guilherme Santos não chamava atenção quanto Damilly, mas não escondia a ansiedade. “É uma oportunidade única”, analisa.
Após entrarem no local, os dois visitaram uma exposição com as últimas 12 bolas oficiais da Copa (desde de 1970). Depois brincaram de pebolim, assistiram a um vídeo sobre a história dos Mundiais e enfim conheceram o troféu.
Protegida por um vidro, era impossível tocá-la (o objeto só pode ser manuseado por autoridades e ex-campeões mundiais), mas os poucos minutos do “encontro” foram suficientes para registrar cada instante com fotos. “É muita emoção”, comemorou a torcedora.
Tetracampeão Bebeto vê Copa no Brasil mais fácil
Antes de receber o público, a taça foi deslocada para o gramado do Mané Garrincha para ser reerguida pelo tetracampeão de 1994, Bebeto no gramado do novo estádio. O DF foi a penúltima capital a receber o caneco antes de voltar para São Paulo, onde ficará até a final no Rio de Janeiro.
Visivelmente emocionado, Bebeto relembrou cada momento daquele Mundial e da sua trajetória até conseguir vestir a camisa da seleção. “Todo jogador sonha em chegar em uma Copa do Mundo. Os convocados têm mais é que aproveitar esse momento principalmente por estarem em casa e com o apoio do Brasil em peso. Eu não tive isso”, compara o ex-futebolista.
Faltou organização
Em meio a tanta festa e animação, houve os que reclamaram da falta de logística dos organizadores do evento. Por meio de um agendamento online era possível programar a hora que o torcedor achasse melhor para “se encontrar” com a taça. Porém, o horário de entrada dos primeiros inscritos de ontem foi prejudicado por conta de um atraso de 20 minutos.
Por causa disto, os primeiros visitantes mal tiveram tempo para fotografar a taça. “Ver de verdade eu não vi não, mas tirei uma foto. Aí sim vou poder ver com detalhes”, conta o militar Washington da Silva. Além disso, o visitante reclamou sobre a entrada prévia dos que não agendaram horário.
De acordo com a organização, nenhuma situação semelhante aconteceu durante o dia de ontem e o atraso se deu por conta do deslocamento da taça do gramado do Mané Garrincha à tenda do patrocinador.
Por volta das 17h30 de ontem, a visitação à Taça do Mundial foi suspensa por conta das manifestações próximas ao estádio Mané Garrincha. A organização do evento não confirmou se o Tour da Taça continua hoje na capital.
Assista ao vídeo do JBrTV: