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Com o resultado, o Brasiliense assegurou presença nas oitavas-de-final da competição e agora espera de camarote a definição sobre quem será seu próximo adversário, que sairá do confronto entre Cruzeiro e Portuguesa, marcado para a próxima quarta-feira, dia 28 de março, em Belo Horizonte.
Forte na marcação e veloz nos contra-ataques, o Brasiliense explorou o ímpeto inicial do time da casa e abriu o placar logo aos nove minutos. A zaga alviverde vacilou e o experiente Allan Dellon, depois de ganhar de Wescley na corrida, tocou por baixo do goleiro Michel Alves, abrindo o placar.
Em vantagem, a arma do Brasiliense ficou ainda mais evidente, e Rodriguinho teve a chance de ampliar o marcador logo na seqüência, mas a bola bem colocada carimbou o travessão de Michel Alves, para alívio dos gaúchos.
Alívio maior veio aos 16 minutos. Depois de bola levantada na área por William, Alex Alves, que voltava ao time, subiu mais do que a zaga adversária e deixou tudo igual no placar.
O resultado ainda não bastava para o time de Caxias seguir em frente na competição. Por isso, os comandados de Ivo Wortmann trataram de colocar os nervos no lugar e partiram em busca da virada, mas pararam nas mãos do goleiro Guto.
Seguindo à risca o ditado “quem não faz, toma”, o Juventude foi castigado. Em mais um contra-ataque, Patrick levou o Brasiliense à frente e achou Allan Dellon bem colocado. Mais uma vez, o matador levou a melhor sobre Michel Alves e colocou o Brasiliense na frente: 2 x 1.
Imediatamente, Ivo Wortmann sacou o volante Júlio César para a entrada de mais um atacante, Tadeu. Em sua primeira jogada, o centroavante encontrou o lateral Márcio Azevedo bem colocado, mas o chute parou mais uma vez nas mãos de Guto.
Os 45 minutos finais do duelo foram marcados pela tensão. Lutando contra o relógio e precisando de dois gols, o Juventude “alugou” meio-campo, mas deu ainda mais espaços para os perigosos contra-ataques do time de Brasília.
Enquanto Ivo Wortmann mexeu no time para reforçar o ataque, sacando Da Silva para a entrada de Cristiano, o treinador do time do Distrito Federal sacou o meia Adrianinho para a entrada de mais um zagueiro, Pedro Paulo.
Mais do que nunca, o esquema do Juventude foi o de pressão total. Tadeu e Cristiano, que entraram durante o duelo, mostraram vontade e incomodaram a vida do goleiro Guto e da defesa do time de Brasília.
A defesa brasiliense agüentou a pressão até os 11 minutos. Nesse momento, Radamés cruzou para a área e William, de cabeça, ganhou a disputa com os zagueiros para deixar tudo igual novamente e colocar fogo no jogo. Até o apito final do árbitro, o que se viu foi um verdadeiro bombardeio gaúcho contra a zaga do Brasiliense.
Na base do desespero, no entanto, faltou o principal: calma para superar o bom goleiro Guto e a catimba do time do Distrito Federal. No final, o time ainda levou o golpe final em mais um contra-ataque mortal, que terminou com um gol de Patrick: 3 x 2. Guerreiro, o Brasiliense segue em frente com o sonho de repetir a campanha de 2002, quando foi até a final da competição e acabou derrotado pelo Corinthians.
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