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Futebol

Consolidado no Flamengo, Kléberson mira seleção brasileira

Arquivo Geral

04/05/2009 0h00



Com três pênaltis defendidos, um no tempo normal e dois na decisão, Bruno foi o herói do título carioca do Flamengo. Mas seus feitos só foram possíveis graças aos dois gols que Kléberson marcou no primeiro tempo contra o Botafogo, abrindo o placar que terminou empatado por 2 a 2. Atuação que faz o meia sonhar alto, inclusive em voltar à seleção brasileira.


O meia, titular de Luiz Felipe Scolari nos três últimos jogos da campanha do pentacampeonato mundial em 2002, vive atualmente sua melhor fase desde a chegada na Gávea, no fim de 2007. Liberado para atuar apenas no início do ano passado por problemas com o Besiktas, seu ex-clube na Turquia, o jogador de 29 anos finalmente se vê firme no time rubro-negro.


“Estou muito feliz com essa conquista. É o que mais queria nessa vida, pode marcar gols, fazer história no Flamengo. Tive uma atuação boa em um momento importante, apareci quando o time mais precisava. Graças a Deus, pude contribuir com a minha experiência em campo”, comemorou, querendo chamar a atenção de Dunga. “Seleção brasileira é sempre um objetivo.”


Se realmente voltar a vestir a camisa verde-amarela, o camisa 15, assistido de perto por Jorginho, auxiliar da CBF que esteve no Maracanã nesse domingo, concluirá uma retomada na carreira que lhe custou muita paciência. Após o sucesso nos campos do Japão e da Coréia do Sul defendendo o Brasil, o armador trocou o Atlético-PR pelo Manchester United, onde não rendeu o esperado e foi parar na Turquia antes de desembarcar no Rio de Janeiro.


“Quando cheguei no Flamengo, o time estava bem naquela reta final do Brasil, ganhou vários jogos seguidos e eu não podia jogar. Quando tive condição, o grupo estava muito forte e o time era aquele, estava fechado. Tinha que esperar por uma oportunidade”, relembrou, orgulhoso.


“Foi tudo acontecendo devagar. Tive a confiança de todos os treinadores que passaram por aqui, o Joel Santana, o Caio Júnior e agora o Cuca. Às vezes eu mesmo não correspondia. Mas, apesar de ser um pouquinho tarde, estou muito feliz. Me sinto bastante realizado”, celebrou.


Na festa coletiva e particular, Kléberson nem se incomoda no caso do seu primeiro gol na decisão ser dado para Ronaldo Angelim, que desviou para as redes poucos depois de a bola ultrapassar a linha do gol. “Acho que o gol foi meu, mas isso não importa”, minimizou, comentando com mais certeza seu segundo tento, quando contou com desvio do botafoguense Alessandro. “Fui feliz. Fui bem na bola e fui premiado com o gol”, sorriu.

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