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Futebol

Concentração antecipada e oração são os álibis do finalista Brasília

Arquivo Geral

09/05/2014 8h40

O último título candango do Brasília Futebol Clube foi conquistado no distante ano de 1987. Vinte e sete anos depois, o time, que chegou a disputar até mesmo a Série B candanga, vive o melhor momento de sua história, depois de levantar o inédito troféu da Copa Verde, garantindo a vaga para disputar a Copa Sul-Americana em 2015 e, de quebra, gravando um lugar na história do futebol local como o primeiro time da capital federal a disputar um torneio internacional. 

E é justamente pensando no bom momento vivido pela equipe em 2014 que o Colorado adotou uma medida pouco comum entre os clubes da cidade: a concentração dois dias antes da partida. Desde a tarde de ontem, o time está concentrado em um hotel da cidade para o primeiro duelo da final do Candangão contra o Luziânia, amanhã, às 16h, no Mané Garrincha.  

Não será a primeira vez que o Brasília se concentrará com 48 horas de antecedência da partida.

De acordo com o técnico Luiz Carlos Carioca, isso ocorreu mais vezes na temporada, sempre antes de partidas importantes, como a decisão da Copa Verde diante do Paysandu (PA), e nas duas partidas diante do Brasília, na semifinal do próprio Campeonato Candango, contra o Brasiliense.

“Quando o cansaço está maior, a gente opta por pedir a concentração dois dias antes do jogo. No hotel, o jogador se alimenta melhor e esquece os problemas do cotidiano”, explica o comandante do Colorado. 

Apoio na fé

Durante todos os 15 jogos que fez no Candangão, o Brasília ficou conhecido por se apoiar na fé de seus jogadores. Antes da partida de volta contra o Paysandu, pela final da Copa Verde, por exemplo, o time realizou uma espécie de culto, capitaneado pelo atacante Alekito, no gramado do estádio Mané Garrincha, antes do treino de reconhecimento do gramado do palco que recebeu mais de 50 mil pessoas na partida histórica.

Na opinião do volante Pedro Ayub, o capitão do Colorado, a fé de todo o grupo é um dos trunfos para o sucesso. “Sem dúvidas, a fé tem movido esse elenco do Brasília. Quando todos menos esperam, as coisas têm acontecido para nós, como recentemente no jogo contra o Brasiliense, em que estávamos perdendo e, em uma jogada em que o nosso goleiro passou de cabeça, o lateral-esquerdo sofreu pênalti na direita, aos 49 do segundo tempo”, confia o jogador, que fará sua terceira final no Mané.

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