Se Andrés Sanchez confidenciou às pessoas próximas que o Corinthians estaria interessado em Kléber, do Palmeiras, Kléber Pereira, do Santos, e Jorge Wagner, do São Paulo, os esforços da diretoria do clube para reforçar o grupo alvinegro estão voltados para direções totalmente opostas.
Estranho? Não segundo o técnico Mano Menezes. Em sua última entrevista coletiva do ano no Parque São Jorge, já que o time embarcará na quinta-feira para Natal, o treinador aprovou a suposta chegada de Jorge Wagner (que cobra dinheiro do clube na Justiça), mas admitiu “desconfiar” da lista revelada “sem querer” pelo presidente corintiano.
“Estou trabalhando somente há um ano com o presidente e não sei exatamente tudo aquilo que ele pensa, mas estamos vivendo uma época de especulação. Dificilmente se aponta para o que está pensando mesmo”, avisou. “No Sul há uma ave (quero-quero) que fica longe do que realmente quer proteger. Faz um barulho imenso, mas perto dela não há nada”, comparou.
Mano Menezes também considerou difícil a promessa feita por Andrés de fechar o grupo até o próximo dia 10 de dezembro, mas espera contar com o elenco definitivo para as disputas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil o quanto antes.
“Quando se encerra uma temporada e se planeja a outra, o objetivo é decidir tudo o mais rápido possível. É difícil, mas se o presidente conseguir fazer isso até o dia 10, para nós será muito bom”.
Sem dar maiores pistas sobre quem seriam os “verdadeiros” alvos do Corinthians para o ano de 2009, Mano avisou somente que os esforços da direção não deverão ser direcionados para fora do pais.
“A realidade dos clubes brasileiros, de um modo geral, tem como regra o mercado nacional. Eventualmente tem uma situação que contraria essa regra, mas é muito mais uma questão de oportunidade que aparece em determinado momento”, concluiu, esfriando as chances de Brandão, hoje no futebol ucraniano, ser repatriado.