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Futebol

Com material do Santos já pronto, Nelsinho esquece "eterno 7 a 1"

Arquivo Geral

11/12/2011 18h07

O tempo tem corrido muito rapidamente para Nelsinho Baptista. Após derrotar o Monterrey nos pênaltis e avançar à semifinal do Mundial de Clubes, na noite deste domingo (manhã, no horário de Brasília), o treinador do Kashiwa Reysol já pensa no Santos, próximo adversário no torneio. Tudo que ficou para trás até aqui não importa, muito menos a goleada por 7 a 1 que sofreu do Corinthians quando dirigia a equipe brasileira.

 

“Isso já ficou no passado. Estou em um momento tão bom que não tenho que ficar falando dessas coisas”, frisou o comandante, incomodado com a lembrança daquela partida, válida pelo Campeonato Brasileiro de 2005, no qual realizou péssima campanha e acabou pedindo demissão. “Não vou falar sobre isso”, repetiu duas vezes.

 

Aquele revés é lembrado até hoje em provocações de corintianos a santistas. Em clássicos, a torcida do time da capital paulista costuma inclusive levar ao estádio faixas como “eterno 7 a 1” em gozação ao rival litorâneo. E essa não foi a única vez em que uma equipe comandada por Nelsinho levou sete gols em uma mesma partida. Quando dirigia o São Paulo, o treinador perdeu por 7 a 2 para a Portuguesa, em 1998, e por 7 a 1 para o Vasco, em 2001.

 

Desta vez, às vésperas de reencontrar o clube em que fracassou, ele espera surpreender. Para isso, preparou estudo do adversário antes mesmo de ter definido a classificação.

 

“Nos preparamos rapidamente para a seletiva contra o Auckland, depois do título da J-League (Campeonato Japonês) e agora contra o Monterrey. Já temos material todo preparado para jogo do Santos. Aqui se acompanha mais futebol europeu, meus jogadores não têm tanto conhecimento sobre o Santos como têm do Barcelona”.

 

“Santos e Barcelona têm favoritismo no torneio, é uma final que todo mundo dá como certa, mas ainda existe jogo para se jogar. É lógico que o Santos tem qualidade não só no conjunto, mas em suas individualidades, mas vamos procurar fazer nossa parte”, concluiu.

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