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Futebol

Com começo fulminante, Bayern bate Real e avança às quartas

Arquivo Geral

07/03/2007 0h00

O Real Madrid está fora da Liga dos Campeões. O último capítulo de mais uma desastrosa temporada madrilena teve requintes de crueldade: um gol marcado logo aos 11 segundos de partida, um gol de cabeça do brasilerio Lúcio – mantendo a fama de carrasco madrileno – e um gol anulado aos 44 da etapa final. Os Merengues perdem para o Bayern de Munique por 2 x 1, na tarde desta quarta-feira, na Alemanha, e se despedem da competição.

Apesar do histórico gol de Makaay, o mais rápido da história da competição, o Real não fez uma má partida. Os espanhóis criaram chances para buscar um empate favorável, mas acabaram parando na retranca armada pelos alemães, suficiente para reverter a derrota de 3 x 2 no Santiago Bernabéu. O Bayern agora espera pelo sorteio da Uefa para conhecer o seu adversário nas quartas-de-final.

O começo do Bayern foi fulminante. Logo aos 11 segundos de jogo, Roberto Carlos errou na saída de bola, Salihamidzic recuperou e lançou para Riy Makaay dentro da área. O atacante só deesviou para marcar o gol relâmpago e colocar os mandantes em vantagem.

O gol de Makaay entrou para a história como o mais rápido da história da Liga dos Campeões, batendo o recorde que pertencia ao brasileiro Gilberto Silva. Em 2002, o volante marcou aos 20,3 segundos em um jogo entre Arsenal e PSV.

Assustado com a eficiência do rival, o Real sentiu o peso do gol relâmpago. Melhor para o Bayern, que apareceu bem novamente aos 20, com Podolski arrancando em contra-ataque e chutando fraco, para a fácil defesa de Casillas.

Apesar da vantagem e da superioridade na posse de bola, o Bayern ia se fechando cada vez mais na defesa. Aos 27, uma das poucas jogadas de risco armadas pelos alemães. Gago desviou mal um cruzamento, Schweinsteiger pegou a bola de primeira e mandou a bola rente à trave.

A partir desta jogada, os mandantes se fecharam cada vez mais e passaram a explorar o contra-ataque. Aos 37, Sagnol cobrou escanteio da direita, Van Buyten subiu mais que a defesa e cabeceou de primeira, obrigando Casillas a fazer grande defesa em dois tempos.

Do banco, o técnico Fabio Capello sabia das dificuldades encontradas pelos Merengues. E tratou de tentar mudar as coisas. Sacou o pesado Emerson para colocar Guti e a mobilidade foi decisiva para um crescimento dos madrilenos. Aos 42, Roberto Carlos avançou pela esquerda e tocou curto para Higuain, De calcanhar, o atacante deixou Guti livre, mas o jogador chutou à direita de Kahn.

Era a primeira chance concreta do Real, sinal de que as coisas estavam mudando de panorama. Nos minutos finais do primeiro tempo, os madrilenos provaram sua força duas vezes, ambas bem interrompidas por Kahn. Aos 43, Van Nistelrooy desviou um cruzamento e o goleiro defendeu. Quatro minutos depois, o camisa 1 viu Raúl acertar sua trave esquerda.

Na etapa final, o Real começou mantendo o ritmo, mas quem quase abriu o placar foi o Bayern. Van Bommel apareceu livre na área e chutou, para boa defesa de Casillas. A resposta foi imediata e, aos cinco, Guti tocou para Van Nistelrooy e o holandês lançou Cassano pela esquerda. O atacante chutou cruzado e quase pegou Kahn de surpresa.

O goleiro voltou a aparecer bem aos nove, quando defendeu uma cabeçada à queima-roupa de Nistelrooy. Do outro lado, contudo, Casillas também ia garantindo o placar mínimo, principalmente cinco minutos depois, quando espalmou um chute de longe de Schweinsteiger.

Aos 21, contudo, a casa madrilena caiu. Sagnol cobrou escanteio pela direita e o brasileiro Lúcio subiu mais que a zaga para desviar e ampliar a vantagem dos mandantes.

Sem nada mais a perder, Capello foi para o ‘tudo ou nada’, colocando Robinho em campo. E o ex-santista fez a diferença no pouco tempo em que ficou em campo. Aos 35, foi derrubado por Lúcio dentro da área e a arbitragem marcou pênalti. Van Nistelrooy bateu e diminuiu.

Nos minutos finais, o Real pressionou, mas foi em vão. Os Merengues chegaram a marcar aos 44, mas a arbitragem anulou o lance alegando que o zagueiro Sérgio Ramos levou a bola com a mão. Melhor para os alemães, classificados às quartas-de-final.

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