Não é somente no Brasil que o técnico da seleção nacional sofre com a pressão da mídia e da torcida. Se Dunga tem de se controlar toda vez que é questionado sobre a ausência do são-paulino Hernanes no grupo de convocados, na Itália, atual campeã mundial, os questionamentos são sobre a não convocação do atacante Cassano, da Sampdória.
Mesmo com diversos problemas para montar o setor ofensivo da Azzurra, o técnico Marcelo Lippi optou por não chamar o ex-jogador de Roma e Real Madrid para os confrontos contra Montenegro, sábado, e Irlanda, em 1º de abril, pelas Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2010. E disparou contra quem o questionou.
“Vocês (jornalistas) estão cansados de saber que eu só falo sobre os jogadores que estão aqui. Não tenho que dar explicações sobre as minhas decisões, pois tenho minhas convicções. Não preciso dar motivos e isso não faz de mim um arrogante”, defendeu-se.
Giampaolo Pazzini, companheiro de ataque de Cassano na Sampdória e convocado por Lippi pela primeira vez para os próximos compromissos da seleção italiana, também saiu em defesa do treinador da Azzurra. E garantiu que sua presença no grupo é justa pelo futebol que vem mostrando.
“É mais fácil marcar gols graças aos passes de Cassano, mas eu também fiz muitos gols em jogadas minhas”, argumentou. “Além disso, temos que lembrar que Lippi é um campeão mundial e é ele quem toma a decisão final. Para mim, chegar à seleção italiana é uma grande satisfação”, finalizou.
Na atual temporada do Cálcio, Cassano e Pazzini dividem o posto de principal artilheiro da Sampdoria, com oito gols cada, 11 atrás dos goleadores máximos da competição: Marco Di Vaio, do Bologna, e Zlatan Ibrahimovic, da Internazionale.