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Futebol

Clubes querem alternativas ao formato atual do Brasileirão

Arquivo Geral

13/11/2007 0h00



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Apesar de os estádios estarem cada vez mais cheios, o sistema de pontos corridos ainda não é unanimidade entre os clubes que disputam o Campeonato Brasileiro. Vários deles demonstraram sua insatisfação durante a reunião do Clube dos 13 (C-13), na cidade de São Paulo, nesta terça-feira.

“Eu tenho um ponto de vista formado sobre isso há muito tempo: essa não é a formula ideal. Essa é uma posição antiga minha”, afirmou Eurico Miranda, presidente do Vasco, seguido pelo diretor de futebol do Flamengo, Kleber Leite. “Acho os pontos corridos uma procissão. Preferia o modelo antigo e acho que isso deveria ser sentado e conversado”, disse o cartola rubro-negro.

Mais ainda sim, esse descontentamento é minoria. Além de Flamengo e Vasco, apenas o Cruzeiro se manifestou contra. O exemplo do contentes é Andrés Sanchez, presidente do Corinthians. “Essa é a melhor formula. Creio apenas que temos que adequar o nosso calendário com o europeu, para que não tenhamos janelas de contratação no meio do campeonato, arriscando o time que você montou a perder dois ou três jogadores.”

Mas outra mudança está em pauta na entidade. Encabeçada pelo presidente reeleito do C-13, Fábio Koff, a idéia seria mudar o sistema de rebaixamento e de acesso. Os time que ficarem em 17º e 18º colocados da Série A disputariam um playoff com os terceiro e quarto colocados da Série B. “Essa idéia me agrada, porque não altera o sistema de disputa e não fere a legislação”, disse o ex-mandatário do Grêmio.

Ele ainda fez questão de rechaçar a possibilidade de diminuir o número de times da primeira divisão para 16 – “O Brasil é maior que Itália, Inglaterra e Alemanha juntas. O número é esse, não há sentido mudar. Chegamos a essa conclusão depois e largas discussões” – além de enaltecer o atual modo de disputa.

“Os pontos corridos estão consagrados, principalmente com o recorde de publico cada vez maior. O segundo não é mais o primeiro dos últimos, há o interesse na disputa por vagas nos torneio continentais”, concluiu Fábio Koff.

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