Petronilo Oliveira
petronilo.oliveira@jornaldebrasilia.com.br
A Federação Brasiliense de Futebol (FBF) está em recesso até o dia 5 de janeiro. No entanto, uma Assembleia Ordinária foi realizada ontem na sede da entidade. Com o homem-forte do Ceilândia, José Beni, como presidente, a reunião teve 11 representantes dos 12 clubes interessados – apenas o Brasiliense não enviou representante.
Após mais de seis horas de reunião, que começou com meia hora de atraso por falta de quórum, o principal assunto não chegou a uma definição, de fato. Todos os clubes foram unânimes no desejo de que seja aumentado para 12 o número de representantes do Candangão do próximo ano.
“É bem provável que aconteça, mas não podemos cravar. Estamos buscando os meios legais. Essa é a melhor decisão para o campeonato não ser interrompido porque Ceilandense e Legião não desistirão de suas vagas”, explica José Beni.
Se o aumento de equipes for concretizado, o campeonato será igual ao Carioca: dois grupos de seis times. Os dois primeiros de cada chave avançam e fazem as semifinais e final do primeiro turno. Da mesma maneira, se conhecerá o vencedor do turno de volta do Candangão.
Contra o interventor
Na assembleia, os clubes decideram entrar na Justiça contra o interventor Miguel Júnior. Pior ainda: os dirigentes querem a remoção dele do cargo na entidade.
A assembleia definiu como uma das metas destituir a Comissão de Arbitragem do DF, presidida por José Renê. “O Paulinho (ex-presidente) será o superintendente de competições. Será auxiliado pelo Careca (Márcio Coutinho), para fazer a intermediação com a Federação e o Alexandre Andrade será o responsável pelas questões de arbitragem”, diz Beni.
Diretor técnico da FBF, Careca gostou da assembleia. “Foi importante, pois os clubes finalmente estão se mexendo. Todos criticavam o fato da entidade estar sob intervenção, mas ninguém tomava iniciativa”, declarou Careca.
O interventor Miguel Júnior foi procurado pelo Jornal de Brasília, mas não atendeu às ligações.