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Futebol

Clubes do DF se unem e pedem o afastamento de Miguel Júnior da Federação

Arquivo Geral

30/12/2011 7h03

Petronilo Oliveira
petronilo.oliveira@jornaldebrasilia.com.br

 

A Federação Brasiliense de Futebol (FBF) está em recesso até o dia 5 de janeiro. No entanto, uma Assembleia Ordinária foi realizada ontem na sede da entidade. Com o homem-forte do Ceilândia, José Beni, como presidente, a reunião teve 11 representantes dos 12 clubes interessados – apenas o Brasiliense não enviou representante.

 

Após mais de seis horas de reunião, que começou com meia hora de atraso por falta de quórum, o principal assunto não chegou a uma definição, de fato. Todos os clubes foram unânimes no desejo de que seja aumentado para 12 o número de representantes do Candangão do próximo ano.

 

“É bem provável que aconteça, mas não podemos cravar. Estamos buscando os meios legais. Essa é a melhor decisão para o campeonato não ser interrompido porque Ceilandense e Legião não desistirão de suas vagas”, explica José Beni.

 

Se o aumento de equipes for concretizado, o campeonato será igual ao Carioca: dois grupos de seis times. Os dois primeiros de cada chave avançam e fazem as semifinais e final do primeiro turno. Da mesma maneira, se conhecerá o vencedor do turno de volta do Candangão.

 

Contra o interventor

Na assembleia, os clubes decideram entrar na Justiça contra o interventor Miguel Júnior. Pior ainda: os dirigentes querem a remoção dele do cargo na entidade.

 

A assembleia definiu como uma das metas destituir a Comissão de Arbitragem do DF, presidida por José Renê. “O Paulinho (ex-presidente) será o superintendente de competições. Será auxiliado pelo Careca (Márcio Coutinho), para fazer a intermediação com a Federação e o Alexandre Andrade será o responsável pelas questões de arbitragem”, diz Beni.

 

Diretor técnico da FBF, Careca gostou da assembleia. “Foi importante, pois os clubes finalmente estão se mexendo. Todos criticavam o fato da entidade estar sob intervenção, mas ninguém tomava iniciativa”, declarou Careca.  

O interventor Miguel Júnior foi procurado pelo Jornal de Brasília, mas não atendeu às ligações.

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