A insatisfação é grande, mas os clubes coadjuvantes do Campeonato Espanhol não chegaram a acordo para entrar em greve nesta quarta-feira. Em assembleia realizada na sede do Espanyol, em Barcelona, os representantes de 39 equipes optaram por esperar.
A paralisação seria uma forma mais agressiva de pressionar o governo para agilizar uma nova divisão da verba proveniente da TV. Os clubes deram prazo de duas semanas para que a divisão de direitos televisivos seja mais bem distribuída no país.
Atualmente estes contratos são discutidos individualmente. Por consequência disso os gigantes Barcelona e Real Madrid abocanham boa parte do montante, recebendo juntos cerca de R$ 650 milhões por temporada. Assim, sobra pouco para os outros 39 participantes das duas primeiras divisões da Espanha – o Barcelona B joga a Segunda.
O governo espanhol resolveu intervir e prometeu instituir um acordo coletivo nos moldes do que acontece no Campeonato Inglês, por exemplo. Mas a proposta até agora não saiu do papel, frustrando os dirigentes. Por isso havia a possibilidade de uma paralisação, mas a convergência de interesses não chegou a este ponto na assembleia desta quarta-feira.
Quem tranquilizou os clubes foi Javier Tebas, presidente da Liga Espanhola de Futebol Profissional (LFP). Ele garante que o novo modelo proposto pelo governo será implantado “imediatamente”. Originalmente, equipes como Atlético de Madri, Espanyol, Villarreal e Sevilha defendiam a greve, mas foram tiveram a sugestão descartada pela maioria dos outros clubes.