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Futebol

Clássico Juve-Nal já teve jogo de nove gols e ”atacante-goleiro”

Arquivo Geral

08/04/2015 9h15

A rivalidade entre Nacional e Juventus cresceu, principalmente, no início do Século XX. O declínio da equipe da Mooca, que passou a frequentar as divisões inferiores do futebol paulista, contribuiu para o crescimento do “Juve-Nal”. Porém, essa rivalidade não pode ser explicada somente pelo fato de ambos estarem na mesma cidade, em regiões opostas – o Juventus, na Mooca, zona leste; o Nacional, na Barra Funda, zona oeste. Durante a primeira década do Século XX, dois jogos em especial marcaram a história do confronto, e tiveram grande peso na construção da rivalidade.

A primeira delas, em 2001, quando os times duelaram pela Série A2 do Campeonato Paulista. Naquele ano, o regulamento da competição não permitia empates. Assim, se o tempo regulamentar terminasse com as equipes iguais no marcador, haveria disputa de pênaltis.

Naquele 24 de março, o 2 a 2 no placar, no Estádio Nicolau Alayon, obrigava a disputa das penalidades. O jogo nervoso e truncado terminou com o saldo de três expulsões da equipe da Mooca, uma delas o goleiro Júlio César. Sem mais substituições, o então treinador grená Ernesto Paulo decidiu mandar o centroavante Edivaldo para o gol. E deu resultado. O “atacante-goleiro” defendeu a cobrança de Ferrão e garantiu o triunfo juventino na Barra Funda.

Sete anos depois, aconteceria o “Juve-Nal do século”. Um jogo que “ajudou a marcar o caráter de muitos juventinos, que o citam como o momento marcante para que se tornassem torcedores grenás”, como definiu o torcedor Hamilton Kuniochi.

FOTO: Reprodução/Facebook

Pela Copa Paulista de 2008, a partida realizada em uma quarta-feira à tarde, também no Nicolau Alayon, não prometia muitas emoções. Porém, as expectativas ruins foram quebradas. Logo no início do jogo, o Juventus abriu o placar com Davide, e sofreu a primeira virada aos 24 minutos, com César Santos e Levi, contra. Depois, aos 43, a equipe da Mooca estava novamente à frente do placar, com tentos de Davide, mais uma vez, e Thiago Luiz. Porém, no último lance da primeira etapa, os mandantes voltaram a igualar o marcador, com Magno.

E a chuva de gols não parou por aí. Um minuto jogado foi suficiente para Matheus colocar o NAC novamente em vantagem: 4 a 3. O gol fez o jogo ficar mais morno, com o Juventus pressionando. Mas o apelido de “Juve-Nal do Século” não foi em vão. Aos 26, o zagueiro Daniel empatou o embate: 4 a 4. E a virada final também saiu dos pés dele. Nos últimos minutos da partida, o defensor chutou e a zaga nacionalista tirou a bola de dentro do gol. Apesar das reclamações, o árbitro assinalou que a redonda havia ultrapassado a linha, sacramentando a quarta virada do jogo. Travessura grená na Barra Funda: 5 a 4.

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