Petronilo Oliveira
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Quando iniciou a preparação para a disputa do Campeonato Candango, o Ceilândia foi apontado como o maior candidato a tirar o título do favorito Brasiliense. Dentre os clubes que divulgaram a folha salarial, a do Gato Preto é a mais alta (em torno de R$ 200 mil mensais). No entanto, a diretoria do Alvinegro vem se esforçando ao máximo para colocar todo o trabalho por água abaixo.
A gota d’água foi o pedido de demissão do gerente de futebol, Adelson de Almeida, após ficar sabendo que o preparador físico por ele contratado, Divino Ferreira, foi mandado embora sem que o dirigente fosse avisado.
Adelson de Almeida não quis entrar em detalhes, mas confirmou ter entregue o cargo à diretoria do Gato. “Estou com a cabeça quente, por isso prefiro não externar o que houve de fato”, resumiu, ainda no fim da noite de terça-feira.
No entanto, uma fonte ligada ao clube contou ao Jornal de Brasília que o recém-contratado treinador Ricardo Oliveira foi quem comunicou a Ferreira sobre sua demissão no vestiário, após o treino. “Acho que ele optou por botar alguém da confiança dele. Mas até o momento ninguém da diretoria me procurou”, disse Divino, bastante irritado, pelo telefone.
Amadorismo
Ferreira comentou a situação de Adelson e ainda tentou explicar a sua saída com palavras fortes. “O Adelson considerou a decisão injusta e pediu para sair. Ele é o gerente e não ficou sabendo da reunião, às escondidas, feita pela diretoria para me derrubar. Porém, eu já esperava essa decisão por dois motivos: em 2009, estava no Ceilândia e passei por problemas pessoais, por isso pedi demissão. Acharam que abandonei o barco. Tanto que fui contratado a contragosto. Além disso, quando o Marquinhos Bahia (demitido antes mesmo de começar o campeonato) saiu, imaginei que iriam me derrubar”, argumentou o preparador. “Como acreditar em planejamento? Dinheiro não falta, mas o amadorismo continua”, completou.