Embora esteja ameaçado de prisão se for encontrado trabalhando – e, de acordo com a Justiça local, faz parte do trabalho de um técnico ir a estádios de futebol analisar partidas ou mesmo assistir a jogos em casa e tomando notas –, Parreira, assim como seu assistente Jairo Leal, não receberá nenhuma punição financeira pelo caso, informou Mosana, responsável pelo Departamento de Relações Internas da África do Sul. “As multas serão direcionadas à parte empregadora, que, no caso, é a Safa. Foi feito tanto alarde sobre a contratação dos treinadores, já deveriam ter tudo regulamentado. Desta forma, já há um processo em andamento”, explicou.
Por meio de seu porta-voz Morio Sanyane, a entidade de futebol do país informou que não recebeu nenhum comunicado do departamento de imigrantes, mas que irá cooperar com caso, na tentativa de resolvê-lo o mais rápido possível. “Estamos cientes de que nos atrasamos um pouco, mas iremos respeitar a lei e qualquer decisão tomada”, reconheceu a federação, que justificou o acontecimento. “Esperávamos por alguns documentos que ainda não chegaram. Assim que tivermos em mãos tudo o que for necessário, o pedido do visto será enviado”.
Por fim, Sanyane elogiou o treinador brasileiro e voltou a frisar as expectativas sul-africanas no técnico tetracampeão mundial. “O senhor Parreira não é apenas um técnico extraordinário, mas um técnico de Copa do Mundo. Ele tem um histórico impecável, e nós o trouxemos para que reedite os dias de glórias à seleção sul-africana. Faremos tudo o que pudermos para apoiá-lo”, concluiu.