O desembarque desta quinta-feira do São Paulo no Aeroporto de Cumbica, após a derrota contra o Necaxa, no México, foi marcado pela tristeza da perda da invencibilidade de 29 partidas e também pela promessa de recuperação. No returno do grupo 2 da competição sul-americana, o Tricolor tem a certeza de que vai apresentar um desempenho melhor.
“Pela qualidade de nossa equipe, acho que estamos em dívida. Tínhamos a possibilidade de vitória na estréia contra o Audax Italiano no Chile e nesta partida contra o Necaxa no México”, reconheceu o zagueiro André Dias, que voltou de Aguascalientes com uma nova contusão na coxa esquerda.
Por enquanto, o São Paulo está na vice-liderança da chave com quatro pontos. Só que o terceiro colocado, o Audax Italiano, tem a mesma pontuação e leva desvantagem apenas no saldo de gols. Somente os dois primeiros colocados do grupo continuam na Libertadores. Mesmo assim, a confiança no Tricolor é grande em relação à classificação para as oitavas-de-final.
“Com certeza, vamos nos classificar sem sustos. Temos dois jogos em casa (contra Necaxa e Audax). Se conseguirmos essas vitórias, acho que garantimos a vaga. Os torcedores podem ficar tranqüilos que a classificação virá”, prometeu o meia Souza.
No ano passado, o São Paulo também sofreu com a oscilação na primeira fase, pois perdeu duas vezes para o Chivas Guadalaja, rival do Necaxa no México. Contudo, cresceu no momento decisivo e caminhou até o vice-campeonato da Libertadores, sendo superado apenas na final pelo Internacional.
“Nossa briga agora é pela classificação. O primeiro lugar ficou muito difícil. Mas ficando entre os 16, o São Paulo mostra que é o São Paulo. Temos um time competitivo que não vai deixar a peteca cair”, disse o goleiro Rogério Ceni, que perdeu um pênalti no México.
Antes de pensar na Libertadores, o São Paulo – que enfrentou em pouco tempo a viagem de ida e volta para Aguascalientes – tem um desafio difícil: recuperar a parte física até domingo, data do jogo contra o São Caetano, pelo Campeonato Paulista. “Até o final de semana você não consegue descansar totalmente”, admitiu o médico e supervisor de futebol Marco Aurélio Cunha.