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Futebol

Campeonato Brasileiro de Laser 2017 teve boa presença de velejadores candangos

Arquivo Geral

30/01/2017 7h04

Divulgação

Rogério Sampaio
Especial para o Jornal de Brasília

O 43º Campeonato Brasileiro de Laser reuniu as Classes Lasr Radial, 4.7 e Standard, durante 13 dias, no Yacht Clube de Santo Amaro, na zonal Sul da capital paulista. Foram 130 atletas na raia da Represa de Guarapiranga, berço de grande atletas da vela como Robert Scheidt. O próximo Brasileiro de Laser tem local certo para acontecer, o Yacht Clube da Bahia, em Salvador, em janeiro de 2018.

Alex Veeren, de Santa Catarina, foi o campeão da Classe Laser Standard, com 13 pontos perdidos. A regularidade foi a grande arma de Alex nesta competição que, pelo número reduzido de regatas, não permitiu que os velejadores descartassem nenhum resultado.

A regularidade nos resultados também foi o ponto forte de Andrey Godoy, do Paraná, que conquistou o bicampeonato brasileiro na Classe Laser 4.7. O velejador, que se despede da 4.7 para ingressar na Laser Radial, venceu duas regatas e terminou as outras duas em segundo lugar. Nicolas Bernal, atual campeão brasileiro de Optimist, e Pedro Bomeisel, ambos do YCSA, sede da competição, completam o pódio nas segunda e terceira colocações respectivamente.

O velejador Marin Lowy que é atleta Yatch Club Santo Amaro sagrou-se bicampeão brasileiro de Laser Radial, correndo as regatas no quintal de casa. No feminino a vencedora foi a velejadora carioca Gabriella Kidd.

Presença Candanga

Na classe Laser Standart, o velejador do Iate Clube de Brasília – ICB, Guilherme Raulino, sagrou-se campeão na categoria GG Master e Carlos Alberto Aviz, conseguiu a 2ª colocação na mesma categoria. Ainda na classe Laser Standat, na categoria G Master, os velejadores Geraldo Sampaio Neto, da AABB e Flávio Pimentel do ICB, chegaram em 5º e 6º lugares, respectivamente.

Na Classe Laser Radial, o velejador do Iate Clube de Brasília, Felipe Meira, finalizou o campeonato em 2º lugar na categoria pré-Master, mostrando a força da Flotilha da Classe Laser de Brasília, onde o forte é a experiência dos velejadores.

A cidade de São Paulo, que sediou pela primeira um Campeonato Brasileiro de Laser, se despede da grande festa da classe com uma de suas marcas mais forte, a garoa.

“Foi um campeonato longo e bastante difícil de ser completado por conta da falta de vento. Ainda assim, acreditamos que a competição foi um grande sucesso para a classe Laser do Brasil todo. Quem veio para cá pode se reunir com amigos, que há muito não participavam de um Brasileiro de Laser, e ainda conferir a nova geração que promete continuar a tradição da classe. Enfim, foi uma grande festa”, comentou Nicolas Garcia, novo presidente da Associação Brasileira da Classe Laser (ABCL) e organizador do campeonato.

Brasiliense conquista o bicampeonato

O 68° Campeonato Brasileiro da Classe Snipe, disputado em Ilhabela (SP), na Escola de Vela Lars Grael, apesar dos poucos ventos, acabou sendo a edição que apresentou um dos melhores níveis técnicos de todos os tempos, juntando na mesma raia campeões sul-americanos, pan-americanos e mundiais, como é o caso da dupla baiana Mateus Tavares e Gustavo Carvalho, atuais campões mundiais e brasileiros, além de velejadores do naipe de Alexandre Paradeda, Lucas Mazim, Bruno Bethlem e Dante Bianchi, dentre outras feras.

Mas, apesar de tantos velejadores experientes e laureados quem mais se destacou foi a flotilha Júnior, de velejadores com até 21 anos, como é o caso do atleta do Iate Clube de Brasília Felipe Rondina, que tem apenas 19 anos e que correu em parceira com o proeiro João Peiter, do Iate Clube do Rio de Janeiro. Juntos conquistaram o primeiro lugar na categoria Júnior e o 5º lugar na classificação geral.

Com esse resultado, Felipe Rondina conquista o bicampeonato brasileiro da Classe Snipe Júnior, além de já ser bicampeão mundial júnior da Classe Lightining e também vice-campeão mundial júnior da Classe Snipe. Nos meios náuticos nacionais, Rondina é tido como mais que uma promessa olímpica, já sendo tratado como uma realidade. Mas, a exemplo de muitos casos Brasil afora, o jovem velejador candango esbarra nos problemas de financiamento de uma campanha olímpica, além da dificuldade e obtenção de patrocínios.

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