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Futebol

Campanha ruim na Liga Nacional vira passado e Green Team só pensa no futuro

Arquivo Geral

13/10/2014 8h26

Depois de seis meses de trabalho, surpresas, contratações no meio do campeonato e um desempenho abaixo do esperado na Liga Nacional, o eliminado Green Team arquiteta uma reestruturação.

Disputando o Campeonato Brasiliense de Futsal, o elenco candango busca vencer o torneio local e garantir uma vaga na Liga Centro-Oeste. Para isto, trilha campanha completamente diferente na apresentada no torneio nacional, onde ficou em 17º lugar e não passou sequer da primeira fase. Na competição local, de sete jogos, perdeu apenas dois.

No comando do time, o técnico Virley Rocha arquiteta possíveis mudanças para o ano que vem. A principal delas é reduzir o número de jogadores, de 20 para 16.

“Teremos três em cada posição e o último seria um curinga. É aquele atleta capaz de jogar em duas posições sem maiores dificuldades”, explica.

A redução de atletas implicaria a diminuição do valor da folha salarial – R$ 70 mil, em média, de acordo com o técnico -, e daria mais oportunidades a quem vem da base do esporte.

A lógica seria incluir os novos quando os titulares se machucassem. “Assim, eles começariam a se habituar com o ambiente profissional. É mais uma visão do futuro do time”, comenta Virley.

Embora a diminuição do número de atletas seja aparente, o comandante aproveita o tempo e o Candangão de futsal para analisar as cartas que possui. 

Mesmo assim, nem ele e nem os jogadores falam de prejuízos baseados nas expectativas que todos tinham no elenco. “Muito pelo contrário. A gente sabia que ia ser difícil, fomos lá e desempenhamos o nosso papel. Podia ter sido melhor, mas fizemos como pudemos”, declara o fixo brasiliense Tiago Rocha, de 33 anos.

Ex-integrante do findado Peixe – antecessor do Green Team no cenário nacional – Tiago viu outro projeto começar, fez parte dele e acompanhou todos os passos até aqui, inclusive a contratação de sete nomes quanto a Liga estava no meio. “Contratar no meio da temporada é arriscado, mas a gente precisava mesmo”, esclarece.

Uma breve história

1) A somatória:  com uma folha salarial de R$ 70 mil, o Green Team gastou cerca de 420 mil até gora, nos seis meses desde a sua primeira competição, na Copa SAF de Futsal, em março.

2) Na Liga Nacional de Futsal: embora tenha ficado apenas uma posição abaixo do atual vice-campeão Tambasa/Minas, o Green Team não acumulou números expressivos. Foram 18 jogos, três vitórias, dois empates e 13 derrotas. 

3) Nada é tão ruim que não possa piorar: além do grande número de derrotas, o elenco candango amargou o 17º lugar, quando apenas 16 equipes poderiam se classificar.

Saiba mais

Mesmo sem saber se permanecerá ou não no Green Team no próximo ano, Rodrigo Almeida, o Mancha, manifesta o desejo de ficar no DF.

O pivô nascido no Rio de Janeiro e com passagens por grandes clubes, foi uma das sete contratações feitas pela comissão técnica quando o time cumpria metade da tabela da Liga Nacional de Futsal.

Ele assim como o craque e ídolo Falcão, também se aventurou pelo futebol de campo, mas optou pelo salão baseado nas oportunidades.

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