Martinez está com moral no Palmeiras. Além de ter sido o nome do jogo contra o Atlético-MG no último domingo, quando marcou os dois gols da vitória por 2 x 1, o volante é o capitão do time e tem status de intocável.
O camisa 25 tem uma participação-chave no meio-campo alviverde, uma vez que trabalha tanto na marcação como na armação das jogadas, O técnico Caio Júnior até admitiu nesta terça-feira que procurou alterar o esquema tático da equipe para privilegiar o atleta.
“Tentei esse equilíbrio (das funções do Martinez) com a entrada do Makelele e por causa disso há o dilema entre dois ou três zagueiros. O Makelele e o Wendel, quando atuam no meio, ajudam mais o Pierre na marcação e a idéia é aproveitar o forte do Martinez, que é a condução da bola”, explicou.
O treinador acrescentou que tem adiantado o volante em alguns jogos “também porque ele tem um bom chute e pode ajudar também na bola área”. E completa: “O Martinez tem que acreditar muito mais no potencial dele porque pode ser ainda mais importante. Ele é muito experiente e isso conta bastante também”, completou.
Martinez diz que não pensa em se efetivar como meia. “Minha posição sempre foi de segundo volante. Sinceramente, eu não gosto de jogar muito de meia. Não tem problema quando é preciso atuar mais à frente, mas gosto de fazer a marcação e a saída de bola”, justificou.
Artilheiro do time no Campeonato Brasileiro com cinco gols, ao lado de Valdívia, o volante também descarta o rótulo de goleador. “É a segunda vez na carreira em que eu faço dois gols em uma partida. Essa não é minha principal função. Tem outras coisas que preciso fazer na partida; mas, claro, se puder contribuir com gol, fico muito feliz”, comentou.
O jogador minimiza ainda o fato de ser o capitão do time, mas Caio Júnior contou porque decidiu dar a faixa ao camisa 25. “Fiz a escolha conforme fui conhecendo o atleta e também me baseando na análise que eu recebi da personalidade dos jogadores”, disse.
“O Martinez tem um perfil de liderança muito positivo. Fala pouco, mas fala com coerência, com convicção e tem tido atitudes de capitão dentro de campo, como, por exemplo, ter tirado o Valdívia de perto do juiz quando poderia ser expulso (contra o Atlético-MG), orientar os mais jovens, prender a bola. Fazer o time jogar, enfim”, completou.