As 32 seleções que participarão da Copa do Mundo têm o mesmo sonho: levantar a taça do mundial no dia 13 de julho, no Rio de Janeiro, com o Maracanã lotado. O troféu está no final de sua turnê brasileira. Ele visitou 25 capitais do país e em Brasília os torcedores estarão próximo a ele a partir de amanhã.
O maior símbolo do futebol mundial ficará exposto na área externa do Estádio Mané Garrincha, das 9h às 21h, até o dia seguinte, quarta-feira. Na capital, o tetracampeão mundial Bebeto irá erguer o troféu e colocá-lo onde ficará durante os dois dias para ser visto pelo público.
A taça de ouro maciço 18 quilates começou sua turnê pelo mundo no dia 22 de abril do ano passado, no Rio de Janeiro. Durante nove meses viajou por 88 países antes de retornar ao Brasil. Sua última parada será em São Paulo, sede da abertura da Copa, no dia 29 de maio. Lá, ela ficará até o dia 1º de junho e será guardada em um local sigiloso até o dia 13 de julho, dia da final do mundial, onde será vista novamente no Estádio Maracanã por milhões de pessoas.
Para quem quer ver de pertinho o troféu, que será levantado pelo capitão da equipe campeã, e tirar uma foto com ele, basta se dirigir ao local do evento. A entrada é gratuita. Para os visitantes que desejam prestigiar toda a exposição, eles devem entrar no site da Coca-Cola, juntar as tampinhas, trocar por um ingresso e agendar seu horário.
A Taça atual foi encomenda em 1970 pela Fifa para a décima edição do mundial, que aconteceu em 1974. Cinquenta e três projetos de novos troféus foram enviados para a federação. Após vasta análise, o projeto escolhido foi o do artista italiano Silvio Gazzaniga, e hoje é desejado pelas 32 seleções que começam a chegar no Brasil ainda esta semana. Com 36,8 cm de altura e 6,175 kg, a base contém duas camadas de malaquita semipreciosa e a parte de baixo tem gravados os nomes de cada país campeão e o ano de cada título desde 1974.
Belline eterniza o gesto
Embora pareça um ato simples e já tradicional em Copas do Mundo, a taça nem sempre recebeu um status tão grande como tem hoje.
O capitão do primeiro título mundial da seleção brasileira, Luis Bellini foi o responsável por consagrar o gesto de comemoração da vitória do Brasil quando levantou a Taça Jules Rimet sobre a cabeça, o que a alçou ao caráter de protagonista total.
O gesto é repetido até hoje em vários esportes pelo mundo. Quatro anos depois, na Copa de 1962, Bellini foi reserva de Mauro de quem era melhor amigo. O atleta era um zagueiro conhecido por sua raça, jogou pelo Vasco, onde conquistou 10 títulos, e cinco anos pelo São Paulo, mas não conquistou nenhum campeonato pelo time paulista.
Adeus ao mito
Bellini nasceu em 7 de junho de 1930 e morou os últimos dias de vida em São Paulo, onde faleceu no dia 20 de março deste ano.
O ex-jogador sofreu por uma década com o Mal de Alzheimer, doença que o levou ao óbito.