Haland Guilarde
Especial para o Jornal de Brasília
A forte chuva que caiu sobre o Distrito Federal fez a partida entre Brasília e Paracatu parecer tudo, menos futebol. Dessa forma, a disputa de “polo aquático” no estádio do Serejão acabou em 1 x 0 para o Colorado, com gol de pênalti convertido por Heverton aos 29 minutos do segundo tempo.
Sem qualquer possibilidade de se praticar o esporte com boa qualidade, o jogo ganhou em emoção fora das quatro linhas. No decorrer do duelo, o presidente do Paracatu, Elias Andrade, entrou em campo para tentar apressar um atendimento ao jogador do seu time, Luan, que estava machucado em campo.
PORTÕES ABERTOS?
Cerca de 80 pessoas acompanharam todo o primeiro tempo do jogo dentro do estádio, que ainda não foi liberado pela vistoria da Polícia Militar e, portanto, não estaria apto a receber público. No intervalo, porém, ao chegar uma viatura da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SIOSP), começaram os questionamentos sobre a presença dos torcedores.
De acordo com o major Elvison, a diretoria do Brasília enviou uma lista prévia para os vigilantes do local, procedimento que foi aceito. A diretoria do Paracatu, por sua vez, apresentou uma anotação manuscrita e os responsáveis pela portaria do estádio não aceitaram. Ainda assim, pessoas ligadas ao time mineiro deram o seu “jeitinho” para assistir a partida.
“Nós iremos fazer um relatório do ocorrido. Além disso, o delegado da partida também irá relatar à Federação de Futebol de Brasília. Quem for responsável vai arcar com as providências que serão tomadas”, esclarece o Major Elvison.
Além dos torcedores que não são ligados às diretorias dos clubes, outras pessoas encontraram brecha para entrar no estádio. “Gosto muito do Brasiliense e do Brasília. Sempre que tem jogo consigo entrar falando com os amigos”, revelou o aposentado Agostinho Quirino.
RODADA
Quatro jogos fecham a rodada: Destaque para Ceilandense x Ceilândia, às 15h30, no Abadião, e Brasiliense x Sobradinho, no Serejão.