Brasília e Gama decidem hoje o futuro campeão candango de 2015. As equipes, que estiveram no estádio Mané Garrincha no último sábado – com triunfo alviverde por 3 x 0 -, retornam no mesmo horário, às 16h30.
Eufóricos pelo resultado da partida de ida e a larga vantagem na decisão, a torcida alviverde tem a emoção contida pelo treinador Gilson Granzotto. “Acho que é um momento especial que estamos vivendo neste momento, mas temos de lembrar que ainda falta um jogo e, nós temos de fazer nosso papel dentro de campo”, pede o comandante.
Não é apenas o resultado que deixa os gamenses animados, e sim a chance de acabar com uma seca de 12 anos sem conquista local. A última vez que o time sorriu foi contra o arquirrival Brasiliense, em 2003. De lá para cá, foi vice em três oportunidades (2004, 2006 e 2011), todas para o Jacaré.
Para o duelo, Gilson Granzotto terá o retorno do titular Pereira, que cumpriu suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo. O goleiro reserva André Ferlini teve uma ótima atuação no triunfo sobre o Colorado na semana passada, mas não o suficiente para convencer o treinador a mantê-lo entre os 11.
Já o meio-campista Formiga, que se recuperou de lesão e atuou pouco minutos do primeiro tempo diante do Brasília, está à disposição para o grande duelo. O mesmo ocorre com o volante Tiago Gaúcho, xodó da torcida alviverde e que pouco atuou na semana passada.
Colorado acredito
Nas últimas temporadas, o Brasília se apegou ao fator surpresa e o poder de reverter resultados, ainda que eles tenham custado eliminações e perda de títulos. Enquanto virou placares na Copa Verde diante de Brasília e Paysandu, ficando com o título, recentemente, o Colorado não tem tido a mesma sorte.
Na mesma competição nacional, que dá uma vaga ao campeão na Copa Sul-Americana, o time candango foi eliminado para o Cuiabá. No jogo de ida, pelas quartas de final, o time foi derrotado por 1 x 0. No Serejão, venceu por 2 x 1 e foi eliminado. Com placares parecidos, a equipe perdeu o Candangão de 2014 para o Luziânia, que tinha a vantagem de ter feito a melhor campanha. Resultado, o time goiano venceu o jogo de ida por 3 x 2 e, na volta, o 1 x 0 foi insuficiente para o Brasília.
Ainda assim, há quem acredite no sucesso do grupo. “Sabemos que agora ficou difícil, mas também sabemos da nossa qualidade. Temos condições de reverter e a história recente do Brasília mostra isso”, acredita o meia Heverton, um dos artilheiros do Candangão com seis gols.
A maldição do Mané
O Brasília conta com oito troféus de campeão do Distrito Federal. Nas duas últimas edições, o Colorado desperdiçou a chance de se aproximar do Periquito em número de títulos candangos. Em 2013 perdeu para o Brasiliense, na primeira partida disputada no novo estádio Mané Garrincha. Na ocasião, o Jacaré venceu por 3 x 0, com direito a gol de Romarinho, filho do baixinho Romário.
No ano passado novamente o vice-campeonato aconteceu no maior estádio da capital federal. O confronto aconteceu contra o Luziânia, que acabou se tornando o primeiro campeão candango fora do “quadradinho”.
Em 2015, parece que a maldição do novo Mané Garrincha ainda deve ser mantida. Para ser campeão, uma improvável vitória por 3 gols precisa ser desenhada, algo complicado, mas que por retrospectos da equipe em competições nacionais, não é de amedrontar tanto assim. No mesmo ano passado, o Brasília fez valer seu mando de campo na Copa Verde – torneio disputado entre equipes da região Norte, Centro-Oeste do país, além do Espírito Santo -, e conquistou o título inédito, que lhe garantiu uma vaga na Copa Sul-Americana deste ano.
Sempre derrotado fora de seus domínios, o Brasília aprontou contra os adversários dentro do Serejão e, finalmente, dentro do Mané Garrincha. Na final, enfrentou o Paysandu e novamente conseguiu a fançanha de devolver o placar (o jogo de ida havia sido 2 x 1 para o Papão) e garantir o troféu em disputa de sete cobranças no total.
“Não devemos falhar como fizemos em jogos anteriores. Os atletas têm de ter brio, vergonha na cara e buscar um grande resultado”, afirmou o treinador colorado, Luiz Carlos Souza.
Luiz Carlos mantém o mistério
O técnico Luiz Carlos Souza tem problemas para a escalação, mas não quis revelar. Mesmo assim, o meia Santos retorna após ter ficado de fora do primeiro jogo.
“Tivemos alguns probleminhas de última hora e só vou poder definir o time quan do tiver resolvido algumas situações. Mas o que entrarem em campo no sábado, será nossa força máxima”, disse o técnico do Brasília.
Para o técnico, a necessidade de marcar três gols deve ser tratado de maneira natural por sua equipe, já que seu esquema é, por natureza, ofensivo.
“O jogo está à feição do Gama, que com certeza deve entrar nos contra ataques. Nós jogamos para frente sempre e não posso mudar a característica do meu time”, explicou.
Neste momento, erros podem ser fatais na visão de Luiz Carlos, e para que isso não ocorra, o técnico quer atenção extra de seus jogadores. “Preciso que o time jogue bem, pois isto aumentará nossa possibilidade de reverter o placar. ”, afirmou.