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Futebol

Brasileiros minimizam catimba e gramado uruguaio

Arquivo Geral

05/06/2009 0h00

A seleção brasileira encerrou a preparação para enfrentar o Uruguai com um recreativo leve nesta sexta-feira no Estádio Centenário, suficiente para perceber as péssimas condições do gramado. Os jogadores celebraram o fim da atividade se abraçando, mas cientes de que no sábado terão de superar as provocações dos donos da casa. Fato desvalorizado por todos.


Um dos líderes do elenco comandado por Dunga, Júlio César defenderá o país pela primeira vez na famosa arena de Montevidéu. Apesar de ter perdido nas duas vezes em que atuou pelo Flamengo no país vizinho, o goleiro tenta mostrar que é possível não cair nas artimanhas da Celeste.


“Tive uma experiência grande contra eles no passado, teve até um jogo que deu briga entre Flamengo e Peñarol pela Mercosul. Desde muito tempo enfrento o Uruguai e até nas categorias de base eles usam muita catimba. Prefiro um jogo mais jogado, mais bonito, mas temos que nos adaptar”, argumentou o arqueiro.


Adaptação também é a solução para jogar no esburacado gramado do principal estádio uruguaio. Até mesmo os jogadores e a comissão técnica da seleção local reclamaram das condições do local da decisiva partida pelas Eliminatórias. Se as críticas são unânimes, resta fazer o possível para superar os donos da casa e o defeituoso palco do clássico sul-americano.


“Não podemos nos preocupar com isso. Temos que nos adequar ao gramado e também ao vento forte, que exige atenção redobrada”, comentou Elano. “Temos que fazer um grande jogo contra uma grande seleção. Nosso objetivo é Copa do Mundo e nada pode nos atrapalhar”, completou o meio-campista.


Com estas instruções e a experiência de ter sofrido para virar sobre um surpreendentemente ofensivo Uruguai no jogo do primeiro turno, no Morumbi, a equipe não tem segredos na escalação: Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kleber; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luis Fabiano.


Todos entram com a ordem de Dunga para ajudar na marcação e evitar surpresas desagradáveis. “Lembro de uma pressão muito grande deles em São Paulo. Nós começamos atrás e depois fomos buscar o resultado. Se a gente se fechar bem, temos qualidade no ataque para conseguir vencer aqui no Uruguai”, argumentou Lúcio.


Maicon – Nesta sexta-feira, o lateral direito, em recuperação de lesão, trabalhou pela primeira vez com bola. O jogador da Inter de Milão serviu de “coringa”, cruzando para as duas equipes em treino de defesa contra ataque antes de voltar a correr em volta do campo. A movimentação deixa a comissão técnica otimista quanto à sua participação no jogo de quarta-feira, contra o Paraguai, no Recife.

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