Quando dois clubes grandes se enfrentam, sempre há uma rivalidade. Sempre foi assim entre Inter e Corinthians, que decidiram o Campeonato Brasileiro de 1976. Porém, a grandeza dos confrontos entre os dois clubes foi anabolizada, tomando um corpo gigantesco em 2005, após a crise do apito.
Com a descoberta de que o árbitro Edílson Pereira de Carvalho estava envolvido em um sistema de apostas, o Superior Tribunal de Justiça Esportiva (STJD) decidiu anular 11 jogos do Brasileirão daquele ano. Certa ou errada, a medida beneficiou o Timão, que entrou em campo e venceu dois confrontos que havia perdido inicialmente. A modificação levou o Corinthians à liderança do torneio, provocando a revolta nos colorados.
Para piorar o sentimento vermelho, no confronto direto, a poucas rodadas do fim da competição, um pênalti claro não marcado a favor do Inter fez escorrer as chances dos colorados serem campeões. Todos esses fatos ainda estão vivos na mente dos dirigentes gaúchos.
“Aquele campeonato terá um asterisco para o resto da vida. Agora, quero que o universo proteja o Internacional, que os fados sejam bons para o Internacional. Só quero que o inconsciente coletivo universal esteja presente para que a gente consiga vencer o Corinthians”, comentou o vice de futebol do Inter, Fernando Carvalho.
A rivalidade cresceria ainda mais em 2007. Brigando para não cair, o Corinthians precisava vencer o Grêmio e o Inter derrotar o Goiás, na última rodada do Brasileirão. Com a combinação de resultados, o Alvinegro estaria salvo na elite do futebol nacional. Nenhum dos resultados aconteceu.
Agora, 33 anos depois de decidirem um título nacional pela primeira vez, Inter e Corinthians disputarão a final da Copa do Brasil e, consequentemente, uma vaga na Libertadores no próximo ano. A principal preocupação de Carvalho é que o ponto forte corintiano não pode ser marcado.
“A principal qualidade do Corinthians é o treinador. Mas há um grupo de jogadores muito competente, jogadores de qualidade. Este contexto vai nos impor uma dificuldade imensa”, opinou.
Mano também é um antigo conhecido dos colorados, chegou a trabalhar nas categorias de base do clube. Na época em que comandava o Grêmio, conquistou um Gauchão em cima dos colorados, em 2006. Na oportunidade, o treinador não precisou sequer bater o adversário, empatando por 0 a 0 no Olímpico e por 1 a 1, no Beira-Rio. Resta saber como será desta vez.