Um dos clássicos de maior rivalidade do mundo hoje é visto como um jogo que serve mais para tentar erguer uma das forças em campo. Brasil e Argentina se enfrentam em Córdoba, às 21h50, com o intuito de resgatar não só a extinta Copa Roca, que agora passará a se chamar Superclássico das Américas, como também o moral e o respeito perdido pelas duas seleções nos últimos meses.
Tanto que o clima de decisão e de rivalidade não parece ter contagiado o público de Córdoba e nem os atletas. O fato do jogo não contar com as estrelas que atuam no futebol europeu fazem o brilho ser menor, mas não é o suficiente para diminuir a importância de um bom resultado para a sequência de trabalho dos dois treinadores.
Os jogadores podem não estar ansiosos, mas pelo menos alguns deles encaram o jogo como a sua Copa do Mundo, já que estão pela primeira vez ou foram poucas vezes chamados para defender a seleção brasileira.
Mano Menezes vem recebendo duras críticas pela montagem da equipe. No último amistoso, venceu Gana por 1 x 0, mas não convenceu. Antes, perdeu para a Alemanha por 3 x 2, após ter sido eliminado pelo Paraguai na Copa América. Não muito diferente é a situação de Alejandro Sabella, na Argentina. Ele estreou com uma magra vitória por 1 x 0 sobre a Venezuela e também ainda não tem respaldo suficiente para falhar, ainda mais diante do arquirrival.
A fase das duas seleções é tão ruim que os treinadores terão importantes desfalques. O caso mais problemático é para os hermanos, onde os meias Verón e Riquelme estão fora. O primeiro será poupado, por causa de uma lesão, enquanto o outro está machucado.
A seleção brasileira também não estará completa. Fred foi cortado ontem por causa de uma lesão na coxa direita, que aconteceu na partida contra o Corinthians, no domingo. O fato é que o desfalque não é tão lamentado, já que o jogador ficaria no banco.
Leia mais na edição desta quarta-feira (14) do Jornal de Brasília.