Enfrentando sérios problemas para conseguir anunciar reforços, o Botafogo começa a se ver ameaçado de perder uma peça importante de seu elenco. Trata-se do volante Marcelo Mattos, que tem os direitos federativos ligados ao Panathinaikos, da Grécia, e está emprestado somente até 30 de junho. O clube grego comunicou ao Glorioso que pretende receber até esta data o valor pela aquisição em definitivo do atleta, que é de 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 3,2 milhões).
A diretoria do Botafogo não conta com essa quantia hoje para depósito e, além disso, considera o valor alto para Marcelo Mattos, uma vez que se trata de um volante e que dificilmente será aproveitado no clube grego. Por isso, a ideia inicial é tentar convencer o Panathinaikos a prorrogar o empréstimo do atleta até o fim do ano. Caso a proposta seja recusada, o Glorioso vai tentar o parcelamento desta quantia, além de um abatimento.
Apesar dos esforços dos dirigentes, Marcelo Mattos, que sempre se mostrava otimista quanto às chances de permanecer em General Severiano, já trata esta hipótese como um pouco mais distante. “Eu quero ficar e sempre disse isso, mas o Botafogo não pode pagar o dinheiro que o Panathinaikos pede. Mas, certamente, nas próximas semanas saberemos mais detalhes”, afirmou em entrevista ao jornal grego “Sports Day”.
A possibilidade de perder Marcelo Mattos deixou o técnico Caio Júnior ainda mais preocupado. O treinador lembrou aos dirigentes que o clube já não vai poder contar, por dois meses, com o também volante Arévalo, que vai servir a seleção do Uruguai na Copa América da Argentina. Os dois formam hoje a dupla considerada titular pelo comandante.
Além de Arévalo, o Botafogo deverá perder durante a Copa América o goleiro Jéfferson, que estará servindo a seleção brasileira, e o atacante Loco Abreu, que defende o Uruguai.
Caio Júnior tem evitado fazer críticas aos dirigentes do Botafogo. Mesmo após a derrota para o Palmeiras, na estreia no Campeonato Brasileiro, e do fracasso no acerto com reforços dados como certo, o treinador se mantém confiante no trabalho do departamento de futebol.
“Eu costumo ser parceiro das diretorias nos clubes onde trabalho e não vejo motivo para mudar isso no Botafogo, onde tem gente muito honesta. As coisas realmente estão complicadas em termos de reforços, mas nem sempre vai ser assim. Tenho certeza de que vai clarear em breve, ainda vamos ver a sorte nos sorrir neste aspecto”, disse o treinador.
PROTESTO – Fora de campo a torcida parece não estar demonstrando a mesma paciência de Caio Junior e o alvo é Anderson Barros, gerente de futebol do Botafogo. Desde segunda-feira está circulando em redes sociais um abaixo-assinado pedindo a saída do dirigente. O documento, que após finalizado será enviado ao presidente Maurício Assumpção, lembra que Anderson esteve à frente do comando do futebol do Figueirense em 2008, quando o clube catarinense foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro.
Anderson Barros vem fracassando em todas as tentativas de contratar reforços e chegou a afirmar que não tinha um plano B quando fracassaram negociações dadas como certa pelo clube, como o acerto com o meia Gilberto, que não foi liberado pelo Cruzeiro após se destacar na reta final do Campeonato Mineiro. O clube também não conseguiu tirar do Internacional o meia Andrezinho.