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Futebol

Botafogo passa sufoco mas elimina CSA

Arquivo Geral

01/03/2007 0h00

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Em partida disputada em clima de nervosismo, mas que acabou em festa, o Botafogo garantiu a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil ao golear o CSA de Alagoas por 5 x 2, nesta quinta-feira, no Maracanã. No jogo de ida houve empate por 1 x 1.

Ainda traumatizada pela eliminação na Taça Guanabara pelo Boavista, a torcida alvinegra viu angustiada o CSA ameaçar a vaga no segundo tempo, mas conseguiu se tranquilizar quando Zé Roberto marcou o quarto gol aos 42 minutos. Agora, o time carioca vai enfrentar o Ceará, que eliminou o Barras, do Piauí.

A vitória do Botafogo acabou sendo justa por causa da melhor qualidade técnica dos jogadores comandados por Cuca. O Botafogo entrou com várias modificações em relação ao time que foi eliminado das semifinais da Taça Guanabara, mas o goleiro Lopes, que voltou ao time para substituir Max, teve uma atuação muito insegura, falhando no primeiro gol e cometendo um pênalti desnecessário no segundo. O lateral Luciano Almeida fez sua estréia com uma atuação apenas discreta. Já o CSA mostrou uma equipe apenas lutadora.

O jogo – O Botafogo começou com muita disposição e logo no primeiro minuto marcou o primeiro gol em chute de fora da área do volante Túlio, que contou com a colaboração do goleiro Alexandre. A torcida alvinegra se animou, mas só voltou a ter um momento de emoção aos 11 minutos, quando Dodô roubou a bola de um zagueiro e colocou nas redes. O árbitro, entretanto, anulou a jogada.

Um minuto depois, o CSA chegou ao empate. Cleiton arriscou da intermediária, o goleiro Lopes soltou a bola em falha grotesca e Alexsandro entrou rápido para colocar a bola nas redes cariocas. O empate perturbou o time alvinegro, que levou alguns minutos para se recuperar e reiniciar a pressão. Já o CSA mantinha seu esquema defensivo só saindo em contra-ataques.

Aos 22 minutos, Ricardinho recebeu de Dodô e bateu da entrada da área para defesa parcial de Alexandre, que voltou a defender antes que um adversário apanhasse o rebote. O Botafogo voltou a passar à frente aos 26 minutos, através de Dodô, que recebeu um passe preciso de Zé Roberto e bateu cruzado, sem chances para o goleiro alagoano.

Depois disso, o time carioca continuou dominando e criou duas chances aos 29 e 30 minutos, mas o goleiro Alexandre apareceu com destaque. Aos 40 minutos, Zé Roberto tentou jogada individual e acabou derrubado por Róbson. O árbitro hesitou, mas acabou marcando pênalti, que o artilheiro Dodô converteu aos 41 minutos, definindo o marcador do primeiro tempo.

Já na etapa complementar, o CSA voltou modificado e logo aos cinco minutos marcou o segundo gol em cobrança de pênalti cometido pelo goleiro Lopes, que derrubou Edvaldo na esquerda. Cleiton bateu forte e reduziu a vantagem da equipe carioca. Assustado, o técnico Cuca modificou a equipe colocando o meia Lúcio Flávio no lugar de Ricardinho, numa tentativa de dar mais agressividade ao time que passou a sofrer a ameaça de eliminação.

A torcida botafoguense passou a viver momentos de aflição, já que o time pressionava mas não conseguia criar jogadas de perigo. Além disso, a cada ataque da equipe alagoana, a torcida lembrava da insegurança do goleiro Lopes e já temia o pior. Cuca fez outra tentativa de dar mais força ao ataque, colocando Vítor Castro no lugar de Jorge Henrique, que estava sendo marcado com violência pelos zagueiros alagoanos.

A passagem do tempo deixou a torcida botafoguense mais nervosa, principalmente porque o CSA dava grandes sustos com seus contra-ataques e o Botafogo não conseguia se aproximar do quarto gol. A melhor oportunidade alvinegra aconteceu aos 28 minutos quando Lúcio Flávio acertou o travessão, mas o CSA respondeu aos 34 quando Cleiton foi lançado em profundidade e o goleiro Lopes conseguiu evitar com o gol com uma saída precisa com os pés.

Aos 42 minutos, o Botafogo liquidou a fatura quando Zé Roberto aproveitou o passe de Vítor Castro para chutar de primeira e tranqüilizar a torcida. E o lateral Joilson ainda acertou um belo chute aos 47 minutos e definiu o placar.

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