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Futebol

Blindado por Cipullo, Caio Jr. pensou em abandonar o futebol

Arquivo Geral

06/04/2007 0h00

“O nosso trabalho é a longo prazo e o Caio Júnior vai continuar conosco mesmo em caso de eliminação no Campeonato Paulista”. As palavras do vice-presidente do Palmeiras, Gilberto Cipullo, chegaram para acalmar os ânimos e foram ditas simultaneamente a um desabafo do treinador em sua entrevista coletiva.

“Nessas horas, dá vontade de parar de trabalhar no futebol. Perder uma classificação por causa de um auxiliar de arbitragem (Marcos Tadeu Peniche) cujo nome eu não quero nem saber, é algo muito complicado de engolir”, reclamou Caio Júnior, que prometeu fazer seu papel de treinador para “levantar o astral do elenco a partir desta sexta-feira”.

Prestigiado no cargo, o técnico palmeirense também espera continuar unindo o grupo e fazendo a torcida acreditar na equipe apesar de todas as dificuldades. “Acho que uma situação como a de hoje é a mais difícil que eu já tive de assimilar na minha vida. Porém, podem ter certeza que iremos ficar ainda mais fortes depois dessa. A raiva de hoje vai se transformar em muito mais vontade”, garantiu o jovem comandante alviverde, que sugeriu à diretoria uma reclamação formal contra a arbitragem.

O treinador revelou que Valdívia não fez um bom jogo porque não estava se sentindo bem. O chileno pediu até para não bater pênaltis e era, portanto, a última opção. “O Amaral teve um de nossos melhores aproveitamentos nos treinamentos. Ele bateu bem, mas teve azar de a bola subir demais e pegar na trave”, disse Caio Júnior. Além de Amaral, os experientes Martinez e Edmundo desperdiçaram suas cobranças.


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