O diretor-técnico da Argentina, Carlos Bilardo, fez elogios ao trabalho de Diego Maradona, que estreou no comando da seleção de seu país em novembro.
Para o treinador campeão mundial em 1986, o astro argentino é um estrategista e esteve tranqüilo na estréia, quando os argentinos venceram a Escócia por 1 a 0, em Glasgow.
“Fiquei impressionado com a grande autoridade da voz de Diego, um detalhe fundamental para transmitir a mensagem aos jogadores”, disse ao jornal colombiano “El Espectador”.
Bilardo lamentou que Maradona não tenha assumido a seleção antes, e assim, não teve a oportunidade de promover uma renovação maior na equipe.
“Não estou procurando desculpas, mas se Maradona tivesse assumido a seleção há quatro anos, teria tempo de testar jovens jogadores. Agora não há tempo, é preciso agarrar a chance, jogar e garantir a vaga no Mundial”, disse.
O ex-treinador da seleção argentina qualificou a relação com Diego como um casamento e explicou que sua missão é ajudar o astro a organizar a equipe, além de observar jogadores que atuam no exterior.
“Falamos por cinco ou seis vezes ao dia. Como disse há um mês, isto é como um casamento que vai durar um ano e meio, espero que até o Mundial da África do Sul”, afirmou.
Bilardo disse que os dois conversam sobre todos os assuntos e ressaltou a idolatria que jogadores argentinos e estrangeiros têm pela figura de Maradona.
“Esse sentimento não ocorre só com os argentinos. Recentemente, fomos à Inglaterra para ver Carlos Tévez (Manchester United) e Javier Mascherano (Liverpool). Nos treinamentos, os outros jogadores assediavam Diego, querendo tirar fotos ao seu lado. E estou falando de nomes como Cristiano Ronaldo, Rooney, Gerrard, todos consagrados. Só Maradona para provocar isso”, concluiu.