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Futebol

Atlético-PR e Grêmio fazem o duelo da degola

Arquivo Geral

04/09/2011 14h24

Ao pedir demissão do Atlético-PR, na quinta-feira, Renato Gaúcho esvaziou o confronto diante do Grêmio, em Porto Alegre, o que não significa perda de importância. O jogo das 16h vale muito para os dois lados, ambos brigam diretamente para fugir das quatro últimas posições do Campeonato Brasileiro.

Tudo o que o Grêmio não precisava em meio a um momento delicado era aumentar a pressão sobre si. Começando a rodada na 15ª colocação, a um ponto da zona de rebaixamento, a presença do maior ídolo de sua história e antecessor de Celso Roth como técnico, cuja saída é colocada na conta do presidente Paulo Odone, seria um fator emocional e um aditivo desnecessário para quem for ao estádio. A ausência de Renato Gaúcho, pode não ser admitida publicamente, mas é muito bem vinda.

Em campo o exemplo a ser seguido segue sendo o Gre-Nal, em todos os aspectos. A vitória sobre o maior rival é o modelo a ser seguido até o fim do ano. “Cada jogo para a gente será um Gre-Nal”, comentou o centroavante André Lima.

Mas se o nível de atuação não puder ser mantido, o que interessa é a vitória para sair do sufoco o quanto antes. “As coisas se encaminham bem. Mas se encaminham com os resultados. Não estamos atrás de moral, estamos atrás de resultado, afirma o técnico Celso Roth. O treinador gostou da atuação diante do Corinthians na quarta-feira, mas preferia ter vencido e jogado mal.

O objetivo é começar a conquista vitórias em sequência. O Tricolor não vence duas vezes seguidas desde a terceira rodada. Por isso o jogo contra o Furacão e, depois, contra o Bahia, dois adversários próximos na tabela, podem fazer o Grêmio desgarrar e ter novos vizinhos, vivendo em uma região menos perigosa.

Já o Furacão chega a Porto Alegre em frangalhos. Quando se imaginava uma reação contra o fantasma da zona de rebaixamento, impulsionado pela sequência de jogos sem derrotas, veio o banho de água fria. A queda diante do Atlético Mineiro, em plena Arena da Baixada, e a saída do técnico Renato Gaúcho, expuseram a fragilidade do time, que só ficou uma rodada em toda competição fora da zona da degola.

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