
Cuidar de 200 crianças de cinco a 18 anos ao mesmo tempo. Já imaginou isso? A situação agrava-se quando todos eles têm fôlego para dar e vender somado ao único sonho: ser jogador de futebol. Juntando os anos de experiência e a passagem por quase todos os clubes do DF, Marcos Senna assumiu a presidência do Estrelinha F.C., em Ceilândia Norte, e “cuida” dos pequenos sonhadores com afinco.
“Aqui é uma escola não só para eles, como para nós. Você não tem noção do quanto aprendemos com eles todos os dias. Prefiro mil vezes trabalhar com crianças do que com jogadores profissionais”, diz o dirigente, que toma conta do projeto com o sobrinho André Fabiano.
Mas não pense que é só chegar, pegar o uniforme e jogar. Todos eles devem cumprimentar os líderes, em sinal de respeito e apresentar as notas azuis no boletim escolar.
É o caso do pequeno Emanuel dos Santos, de 11 anos. Há dois anos ele veste a camisa do Estrelinha. “Quero ser profissional e dar uma vida melhor para a minha mãe”, planeja o garoto.
Além de Marcos Sena, outras personalidades do esporte em Brasília mantêm escolinhas para crianças.
Os alas Arthur Belchor e Guilherme Giovannoni, do UniCeub/Brasília, abrem caminhos pelo basquete. Embora não seja gratuito, eles fazem a alegria dos jovens.
A bicampeã olímpica de vôlei Paula Pequeno também dá atenção especial para a criançada com uma escolinha voltada para a base da modalidade. Aberta há três meses, a instituição conta com oito sedes.