A seis dias para a Copa do mundo e com o último amistoso oficial antes do Mundial hoje, contra a Sérvia, às 16h, no Morumbi, jogadores e comissão técnica tentam driblar o nervosismo e a ansiedade psicológica dos atletas na pré-Copa.
Ontem, na coletiva habitual da seleção, o técnico Felipão tratou da aproximação que decidiu manter com alguns jogadores após receber um laudo da psicóloga oficial, Regina Brandão.
“Acrescentamos ao nosso trabalho o que nos foi passado sobre o tratamento que devemos ter com cada um. Cremos que isso vai trazer um equilíbrio muito maior com a equipe e vocês podem perceber que trabalho diferente com A, B e C”, conta o comandante.
Baseado nesse “tratamento psicológico diferenciado” o Jornal de Brasília procurou jogadores que já estiveram em mundiais para contar o que se passa na cabeça do atleta dias antes de um jogo importante.
Ex-capitão da seleção e pentacampeão em 2002, o tranquilo Cafú afirmou não ter sido diferente no lado oriental do mundo. “Sempre fui um cara muito quieto e na minha. Na Copa fiquei um pouco nervoso, mas não chegou a me atrapalhar”, gaba-se o lateral direito.
Muda só o esporte
Paula Pequeno, bicampeã olímpica contou que a descontração dos jogadores vista na mídia pode ser acúmulo de ansiedade. “Já estive em um Mundial e vivi na pele o que o jogador passa principalmente na noite anterior a um jogo importante. Ou ele fica extrovertido demais, ou evita falar com qualquer um”, explica a ponteiro brasiliense. Ela ainda acrescenta que a cobrança do público também influencia.
Guilherme Giovannoni, ala/pivô do UniCeub/Brasília, disputou a última Olimpíada, em Londres e conta que tentou “mentir” para o psicológico para driblar a ansiedade excessiva.
“Em Londres, tentei manter a mesma rotina que tenho em Brasília. Se perdia o sono, assistia um filme ou navegava na internet”, revelou o ala/pivô.