Ricardo Drubscky passou a ser muito questionado após a goleada de 4 a 1 sofrida para o Atlético-MG no domingo. Tanto que acabou demitido nesta quarta-feira. O curioso é que os jogadores defendiam o treinador exatamente no momento em que este era comunicado de que o trabalho seria interrompido.
Após o treino desta manhã, Drubscky foi chamado para reunir-se com o diretor executivo Fernando Simone. Na conversa, segundo alega o clube, ambos decidiram dar fim à aposta que não chegou a um mês. Enquanto isso, o lateral esquerdo Giovanni e volante Jean tentavam isentar o treinador de culpa na sala de imprensa.
“Não podemos responsabilizar o Drubscky pelo que está acontecendo, pois dentro de campo quem resolve somos nós”, garante Giovanni, provavelmente sem saber que àquela altura o técnico estava se despedindo do Fluminense. “Posso dizer que muitas vezes os jogadores podem não entender o que o treinador está pedindo e acabam sendo responsáveis pelo que acontece em campo”, admite o lateral, mostrando maior compreensão com o mau resultado de domingo do que a própria diretoria tricolor.
O discurso também foi adotado por Jean, que fala em dividir a responsabilidade. “Temos que trabalhar ainda mais forte para mudar essa realidade. O Fluminense pode render muito mais e melhorar dentro da competição. O momento é de agirmos para que o rendimento suba e os bons resultados comecem a aparecer”, avisa o volante, um dos mais experientes do elenco que agora está sem técnico.
Em seu último treino à frente do Fluminense, Ricardo Drubscky nem chegou perto de definir a escalação que encara o Corinthians às 16 horas (de Brasília) deste domingo, no Maracanã. O auxiliar Marcão, ex-jogador do clube, deve comandar a atividade marcada para a tarde desta quarta-feira.